Nos seis anos seguintes da inauguração do Hospital Israelita Albert Einstein, foi criada sua primeira Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (1977). Largando na vanguarda, o Einstein já apresentava controle sobre o assunto quando, em 1998, a legislação brasileira passou a exigir a presença de uma equipe exclusiva para essa atividade (Lei nº 2.616).
Atualmente, sua equipe é formada por especialistas, médicos e enfermeiros, que atuam na prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde.
Trabalhando de forma inovadora e com a cultura de tolerância zero às infecções, suas principais atividades são:
- vigilância epidemiológica das infecções relacionadas à assistência à saúde;
- prevenção de surtos;
- notificação das doenças compulsórias para os órgãos governamentais;
- treinamento e reciclagem dos profissionais de saúde;
- atuação no ensino e pesquisa com produção científica.
Todo ano, o serviço de controle estabelece metas para redução de infecções das principais topografias associadas a procedimentos invasivos. Além disso, são divulgadas mensalmente as taxas de infecções que estariam relacionadas à assistência à saúde para a liderança do hospital. Isso gera estratégias acertadas de prevenção e controle.
O Einstein também mantém um Programa de Higiene das Mãos há 18 anos, para alcançar os melhores índices de adesão a essa boa prática. Em 2019, alcançou a taxa de 80% de adesão geral, enquanto a literatura médica nos diversos centros de excelência no mundo cita uma taxa em torno de 50%.
É também relevante sua participação no programa de uso racional de antimicrobianos (antibióticos ou quimioterápicos) com a semana de racionalização para reduzir o consumo e prevenir a disseminação de multirresistência bacteriana. Uma resistência menor às bactérias pode indicar menos infecções!
O SCIH do Einstein elabora e coordena o Programa de Prevenção e Controle de Infecção, atualizado anualmente, para proteger toda pessoa que entra na instituição — incluindo pacientes, profissionais da saúde e público em geral. Esse programa incorpora práticas baseadas em evidências científicas, tendo como fonte as recomendações dos principais órgãos de saúde do mundo.
O resultado disso é a menor taxa de densidade de incidência de infecções comparada às taxas das instituições de saúde de excelência internacional. Um trabalho de grande importância e que serve de exemplo para o resto do mundo.
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