Na primeira sessão, é realizado um exame clínico, radiografias iniciais, solicitação de tomografia, escaneamento intra e extraoral, montagem do modelo em um articulador semiajustável e uma entrevista com o paciente.
Em seguida, o dentista deve realizar um estudo, reunindo os dados coletados, a anamnese, as tomografias, radiografias, escaneamentos e a montagem do modelo no articulador. Essa análise utiliza técnicas que envolvem ferramentas como simuladores em 3D, aparelhos de raio-X panorâmicos e scanners no consultório.
É na primeira consulta que o dentista identifica qual a melhor técnica para a correção de cada dente e se realmente existe indicação para a colocação das lentes de contato. É também neste momento em que são identificados todos os hábitos bucais deletérios que o paciente possui que podem influenciar no tratamento, como bruxismo e refluxo gastroesofágico, assim como hábitos de dieta. O profissional também avalia os estresses mecânicos, a intensidade de modificação na cor e forma dos dentes, além do aspecto das gengivas.
Na segunda sessão, o dentista faz o procedimento de clareamento dentário, que deve ser realizado com os dentes livres de manchas ou tártaros. Nessa consulta, também é apresentado ao paciente o planejamento do tratamento, e são discutidos todos os prós e contras, quaisquer alterações no planejamento e as possibilidades dos resultados em todas as etapas. O cirurgião dentista normalmente investe cerca de 20 horas somente na elaboração de todo o planejamento do projeto.
Na terceira sessão, o dentista aprova com o paciente a tonalidade das facetas e faz um test drive com as facetas de resinas provisórias impressas em 3D, principalmente em casos de bruxismo, quando é necessário fazer um reposicionamento do maxilo-mandibular ou ainda alterar o tamanho dos dentes posteriores. Outra possibilidade é colocar uma resina bisacrílica, que é adesivada diretamente nos dentes até a verificação de como o sistema estomatognático do paciente reage a essas alterações.
Na quarta sessão, ocorre o preparo e escaneamento dos dentes, seguido pela colagem das facetas provisórias. Em casos de dentes íntegros, é necessário realizar um preparo para atingir uma profundidade de 0,3 mm, que permite a aplicação da faceta. Por outro lado, em casos de dentes já tratados, muitas vezes, o cirurgião dentista não precisa fazer um preparo mais profundo para acomodar a faceta, limitando-se à remoção de cáries ou áreas de retenção a fim de preservar os dentes.
Após determinar a trajetória de inserção dessas facetas, é feito um escaneamento, em que o software vai desenhar e produzir as facetas duradouras. Depois do projeto ser aprovado e todos os preparativos realizados, a colocação das facetas na boca demora, em média, de quatro a cinco horas.