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Linfedema: 4 perguntas sobre a condição que causa inchaço nas pernas

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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1. Onde o linfedema começa no corpo?

Normalmente, o linfedema atinge pernas e braços, principalmente as coxas e os pés. A condição se classifica como primária, que tem a genética como causa, ou secundária, que pode ser provocada por cirurgias, tratamentos de câncer e infecções.  

2. Quais os sintomas do linfedema?

Os principais sintomas do linfedema são:  

  • Dificuldades para movimentar a região afetada devido ao inchaço e à rigidez; 
  • Edema ou inchaço nas extremidades dos membros inferiores ou superiores, podendo aparecer também no pescoço, região genital, face, região inguinal, entre outras partes do corpo;  
  • Pele grossa ou endurecida devido à alteração do fluxo linfático, o que pode provocar inflamação nas partes que estão inchadas. Se a pele não for tratada adequadamente, o organismo fica vulnerável a infecções e inflamações graves;  
  •  Sensação de peso ou rigidez nos membros, que ocorre pela concentração do líquido viscoso do sistema linfático.  

3. Como é feito o diagnóstico do linfedema?

Para chegar ao diagnóstico de linfedema, serão levados em consideração o conjunto de sintomas e o histórico clínico do paciente. Alguns exames podem ser solicitados pelo médico para confirmar a suspeita, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassom. Existe ainda um teste chamado linfocintilografia, uma espécie de scanner que vai mostrar com detalhes os vasos linfáticos e os possíveis pontos de bloqueio.  

Quanto mais precoce o linfedema for diagnosticado, mais rápido o tratamento será iniciado e com resultados mais satisfatórios.  

4. Como tratar o linfedema?

O linfedema não tem cura, mas o tratamento é muito importante para melhorar os sintomas. Entre as terapias disponíveis e recomendadas estão drenagem linfática manual, fisioterapia, bandagens de compressão de baixa elasticidade, meias elásticas, cuidados com a pele e exercícios físicos.  

É importante saber que o linfedema aumenta o risco de infecções de pele (celulite). Nesses casos, será necessário tratamento com antibióticos, sempre prescritos pelo médico. Em casos mais graves, o tratamento cirúrgico pode ser recomendado. 


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes, Médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico e preceptor da Residência Médica de Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein.  

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