Dentro do Hospital Israelita Albert Einstein, 50 Centros de Excelência em Medicina Personalizada (CEMP's) estão em desenvolvimento. Eles reúnem especialistas de diversas áreas, com o objetivo de agregar precisão cada vez maior ao atendimento dos pacientes.
Contam, inclusive, com a participação de especialistas de áreas complementares à saúde, que colaboram com seu conhecimento para tornar o trabalho dos médicos, enfermeiros e demais profissionais ainda mais eficaz e preciso. Bons exemplos são os analistas, cientistas de dados e administradores, entre outros.
Com centros especializados em determinadas patologias, como é o câncer de pâncreas ou o Alzheimer, é possível otimizar ainda mais o rastreio e o tratamento de doenças que, até o presente momento, não têm prevenção ou tratamento tão assertivos. "Esses grupos discutem estratégias, aprimoramentos e guidelines para uniformizar e unificar o melhor tratamento possível para o paciente", aprofunda Dr. Fernando Moura.
"Acabamos de criar um CEMP especializado em Alzheimer, que trará uma série de benefícios no sentido de identificar mais precocemente o paciente que vai desenvolver a doença no futuro. Temos novos exames que podem auxiliar nisso", revela. E complementa: "São muitas as possibilidades da Medicina de Precisão. Temos, por exemplo, um ambulatório com geneticista dedicado a cuidar de pacientes com alto risco genético de câncer. Nestes casos, já foi identificada uma mutação nos pacientes indicando risco de desenvolver a doença, além de seu histórico familiar. Nesse ambulatório de alto risco, investigamos esses indivíduos saudáveis que querem estratificar seu risco ou que já têm alguma alteração genômica identificada para que sejam acompanhados", conta.