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Micose de unhas: confira 5 informações importantes

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Micose de unha é uma infecção fúngica que pode acometer as unhas das mãos e dos pés. Ela também é chamada de fungo de unha e de onicomicose.

Na maior parte dos casos, a infecção é causada por fungos dermatófitos como Epidermophyton, Microsporum e Trichophyton, que podem causar micoses tanto em humanos como em animais e se alimentam de queratina, a proteína presente na superfície da pele, nos cabelos e nas unhas. 

Outro tipo de fungo, o Candida albicans, também infecta as unhas, causando uma micose chamada paroníquia, popularmente conhecida como unheiro. A infecção por Candida albicans também é frequente na região vaginal.

Como saber se você está com onicomicose?

Estes são alguns sinais que podem indicar onicomicose: descolamento da borda livre da unha, que geralmente se inicia nos cantos e cria uma área oca em que pode haver acúmulo de queratina, de bactérias e de fungos, que adquire coloração amarelada ou mesmo esbranquiçada. 

No início, isso aparece apenas na ponta da unha, mas, com o avanço da micose, essa alteração “toma” toda a unha; em alguns casos, a unha se torna tão fina que pode ser facilmente retirada; ela também pode rachar e esfarelar.

Quem pode pegar micose de unha?

Qualquer pessoa pode contrair esse tipo de micose, mas ele é mais prevalente a partir dos 40 anos, especialmente em idosos, e pessoas com doenças como câncer e diabetes, que provocam imunossupressão, aumentando a vulnerabilidade às infecções por fungos. 

Outros fatores que podem favorecer o aparecimento do problema: histórico familiar; microtraumas repetidos nas unhas (geralmente relacionados à prática esportiva); uso prolongado de antibióticos; e lavagem frequente das mãos, já que os fungos se proliferam na umidade. 

O que fazer para evitar o problema?

Uma recomendação muito importante é não compartilhar tesouras, alicates, espátulas, lixas e outros itens nos salões de beleza. Caso não seja possível levar seu próprio kit, certifique-se que o estabelecimento esteriliza os instrumentos em uma autoclave e utiliza materiais descartáveis. 

Outros cuidados: manter as unhas curtas, limpas e secas; usar chinelos em locais úmidos como banheiros públicos (da academia incluído), saunas e áreas de piscina; manter os pés limpos e secos; evitar o uso prolongado de sapatos fechados; trocar as meias com frequência e evitar as feitas de materiais que retêm a umidade — o nylon é um deles. 

Como é o tratamento?

Quando a pessoa acredita estar com micose nas unhas, o primeiro passo é procurar um dermatologista. Ele pode identificar o tipo de fungo que está causando o problema e verificar se não há outras micoses concomitantes — como a frieira, por exemplo. 

Estudos comprovam que é mais eficaz associar antifúngicos locais (cremes, soluções ou esmaltes) e orais.  O tratamento pode durar de seis meses a um ano, dependendo da velocidade de crescimento das unhas. Em alguns casos, é indicado fazer a remoção da unha para melhorar a absorção dos medicamentos de uso local. 

Respeitar o período de tratamento recomendado pelo médico é muito importante. A melhora dos sintomas leva algumas pessoas a interromper a medicação porque acreditam que estão curadas — o que não é verdade, já que os fungos demoram para ser totalmente eliminados. Por essa razão, não é aconselhável o uso de remédios caseiros. 


Revisão Técnica: Luiz Antônio Vasconcelos, especialista em clínica médica, medicina interna, cardiologia e ecocardiografia. É cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.


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