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Miopia: genética é a principal causa, mas cresce por conta do estilo de vida

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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A miopia é um dos problemas oftalmológicos mais comuns. Ela causa dificuldades na visão à distância e geralmente progride continuamente até a idade adulta, quando se estabiliza.

No entanto, a limitação causada é facilmente contornável com o uso de lentes apropriadas. Nos últimos anos, a miopia está se tornando cada vez mais comum, fenômeno que os médicos atribuem ao estilo de vida das novas gerações. Entenda!

O que é miopia?

A miopia é um erro de refração no qual a visão é melhor para objetos próximos do que para objetos que estão distantes.

Nos olhos da pessoa míope, a imagem é formada antes do ponto focal da retina. Por isso, as imagens de objetos que estão localizados longe do observador acabam desfocadas. Ao aproximar-se do objeto, o foco se ajusta e a visão fica mais nítida.    

Miopia é uma condição genética?

A miopia que se manifesta cedo, na infância ou na adolescência, tem caráter genético. Nos últimos anos, no entanto, os oftalmologistas têm verificado um aumento nos casos de miopia que estaria relacionado ao uso frequente de telas digitais a curta distância.

Cada vez mais, as pessoas começam precocemente e dedicam um tempo considerável a tarefas que exigem o uso da visão de perto, como a utilização de monitores de computadores e telefones celulares, o que pode contribuir para o surgimento da miopia.

Como corrigir a miopia?

A visão de uma pessoa míope pode ser corrigida com o uso de lentes corretivas em óculos ou lentes de contato, que reposicionam a imagem na retina.

Quando a miopia atinge um ponto de estabilidade, ou seja, não continua a aumentar, é possível realizar uma cirurgia corretiva para modificar a curvatura da córnea. Isso é feito por meio da cirurgia refrativa a laser, um procedimento rápido e indolor.

Quando o grau de miopia para de aumentar?

A miopia tende a continuar evoluindo até a idade adulta. Em algumas pessoas, a estabilização ocorre por volta dos 18 anos, mas é comum a miopia continuar aumentando até por volta dos 21 anos.

Como prevenir o avanço da miopia?

Evidências sugerem que o tempo gasto ao ar livre durante a infância pode reduzir a progressão da miopia em crianças e adolescentes. O motivo é simples: fora de casa, a criança é estimulada a focar alternadamente em objetos localizados a diferentes distâncias de seus olhos, o que constitui um treino natural para a visão.

Indicativos de que uma criança pode ser míope

Crianças pequenas com miopia podem não se queixar de sua visão embaçada, por isso, exames oftalmológicos e testes de visão são importantes. Algumas crianças nascem míopes, enquanto outras desenvolvem miopia na adolescência.

O Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) identifica dois comportamentos que sugerem que uma criança precisa ser submetida a testes de miopia:

  • Dificuldade para ler palavras a distância, como no quadro-negro da escola; 
  • Preferência por se sentar muito perto da TV ou do computador, ou segurar o telefone celular ou o tablet quase junto ao rosto.

Outros sinais e sintomas da miopia incluem: fadiga ocular, dores de cabeça e costume de apertar os olhos para ver corretamente. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria (SBOP), a primeira consulta oftalmológica deve ser feita, idealmente, no primeiro ano de vida.

Erros de refração

A refração acontece quando um feixe de luz atravessa o globo ocular formando a visão na retina. Quando os feixes de luz são desviados e não chegam focados à retina, a visão não é nítida. 

A miopia geralmente resulta de um formato do olho muito longo ou oval, em vez de redondo, ou devido à curvatura acentuada da córnea, ou mesmo ambos. Isso faz com que os raios de luz se concentrem antes de atingir a retina.

De acordo com o Ministério da Saúde, os erros de refração mais comuns entre os brasileiros são miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.


Revisão técnica: Sabrina Bernardez Pereira, médica da Economia da Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), mestrado e doutorado em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense.

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