Doença é rara e último caso no país foi registrado há mais de 20 anos. Novo vírus torna achado ainda mais surpreendente e descoberta só foi possível graças ao desenvolvimento de um teste inovador
Há mais de 20 anos o Brasil não registrava um caso de febre hemorrágica. Ontem, porém, o Ministério da Saúde confirmou a morte de um paciente provocada pela doença. Além da confirmação, outro diagnóstico inesperado foi anunciado: um novo vírus estava por trás do caso. A descoberta foi realizada por pesquisadores do Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Israelita Albert Einstein.
A febre hemorrágica é considerada extremamente rara e de alta letalidade, de acordo com o Ministério da Saúde. O último caso identificado da doença no Brasil ocorreu em 1994 no Jardim Sabiá, em Cotia, no interior de São Paulo, e ganhou o nome de Sabiá arenavírus.
Os arenavírus são vírus conhecidos por infectar roedores e, ocasionalmente, seres humanos e outros animais. Seus sintomas são diversos, mas muito parecidos com os da febre amarela. Podem ser transmitidos por contato com mucosas de pessoas infectada e a principal precaução é não entrar em contato com urina e fezes de ratos e roedores.




