Depois do parto e durante seu desenvolvimento, a criança com malformação congênita deve ser acompanhada de perto por uma equipe médica. O pediatra é quem vai diagnosticar o tipo de malformação, caso ela ainda não tenha sido identificada, e então encaminhar o paciente para exames assistenciais e consulta com outros profissionais.
Geralmente, é o especialista do órgão afetado pela condição quem dá continuidade ao tratamento. Portanto, se a malformação for cerebral, o bebê será cuidado por um neurologista pediátrico; se é uma cardiopatia congênita, será o cardiologista pediátrico, por exemplo.
Dependendo do quadro, pode ser necessário tratamento medicamentoso e/ou intervenção cirúrgica. Reabilitações e terapias de estimulação também costumam ser indicadas.
Após o diagnóstico, é importante que os responsáveis pela criança se mantenham calmos e conversem com os profissionais indicados para o tratamento. O apoio psicológico pode trazer benefícios para a família e para o próprio paciente.
Da mesma forma, o apoio logístico é fundamental, já que os cuidados com a criança podem afetar a dinâmica familiar e gerar dificuldades de socialização. Assim, o tratamento deve considerar todo o contexto médico e familiar do paciente.
Revisão técnica: Erica Maria Zeni, médica da Unidade de Pronto Atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein. Possui graduação e residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e residência em Medicina Interna pela Universidade de São Paulo (USP). Também possui pós-graduação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Latinoamérica Medicina Paliativa, em Buenos Aires, Argentina.