A perda auditiva é uma condição que pode ter natureza genética e aparecer muito cedo em bebês, ou, então, ser desenvolvida ao longo da vida, em decorrência de fatores farmacêuticos e físicos. A diminuição na capacidade de escuta, mesmo que mínima, impacta diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas.
Vídeo: O que causa perda auditiva?
Causas
Entre os principais fatores responsáveis pela perda auditiva, estão:
- Genética: condições que causam surdez ou perdas auditivas podem ser herdadas do histórico familiar dos genitores.
- Exposição contínua a ruídos elevados: estima-se que cerca de 13 mil células sensoriais estão presentes nos ouvidos. A exposição a ruídos altos as machuca e, uma vez lesadas, é impossível regenerá-las.
- Uso de medicamentos ototóxicos: antibióticos dos grupos aminoglicosídeos e macrolídeos, como a azitromicina, anti-inflamatórios, diuréticos e antineoplásicos, podem causar perdas auditivas que, na maioria dos casos, são reversíveis.
- Doenças sistêmicas: diabetes mellitus e hipertensão arterial podem alterar a vascularização dos ouvidos e provocar a deterioração do órgão.
Veja também: Como tratar doenças do ouvido? Conheça os principais casos
Sintomas
O principal sinal de alerta para a perda auditiva é justamente a dificuldade para escutar sons no seu entorno. É comum que pessoas que sintam esse sintoma peçam com frequência para as outras repetirem o que já falaram. Da mesma forma, familiares e amigos que convivem com esses indivíduos provavelmente já terão notado o comportamento e os avisado.
O zumbido também é uma queixa muito comum, embora não seja um sintoma restrito ao diagnóstico de perda auditiva. Segundo os médicos, de 10% a 15% de toda a população mundial ouve zumbido.
A melhor forma de diagnosticar perdas auditivas é por meio de audiometria. Esses exames, conduzidos a pedido de otorrinolaringologistas, atestam o quadro clínico e indicam sua gravidade.
Tratamento
Além do acompanhamento médico, algumas pessoas que sofrem com perda auditiva podem receber a indicação do uso de aparelho auditivo. Apesar do estigma associado a esses dispositivos, eles são muito importantes no tratamento da condição. Sua utilização correta pode até reverter quadros de declínio cognitivo pela surdez.
Atenção às crianças
A tuba auditiva, que é o canal que conecta a orelha média ao nariz e serve para ventilar e equalizar as pressões dentro do ouvido, não funciona muito bem em crianças. Por isso, esse grupo está mais propenso a desenvolver infecções de ouvido, a otite.
Essas infecções são comuns na infância e normalmente não levam a uma perda auditiva. Apesar disso, é importante tratar com cuidado esses casos, pois se as recomendações médicas não forem seguidas, há riscos de surgirem problemas auditivos temporários, como secreções que impedem a escuta.
Cera de ouvido não é inimiga
A cera que se acumula dentro dos ouvidos não é uma sujeira, como as pessoas normalmente pensam. Esse material, produzido no próprio canal auditivo, serve para proteger essa estrutura. Graças à cera, a região interna da orelha é impermeabilizada, mantém seus níveis de pH ácido e produz enzimas e anticorpos.
Naturalmente, seu volume é renovado com o processo de descamação epitelial do ouvido. Portanto, não há necessidade de retirar a cera, prática que aumenta o risco de lesões e outras complicações.
Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).
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