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Pancreatite: principais sinais e cuidados após o diagnóstico

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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Você sabe o que é pancreatite? Esse é o nome dado à condição em que o pâncreas encontra-se inflamado. Seus sintomas incluem dor abdominal, febre, náusea, vômitos e até mesmo a possibilidade de levar à morte. No entanto, quando diagnosticada, é possível tratar a condição e restaurar o equilíbrio do pâncreas, uma vez que essa condição está diretamente relacionada ao nosso estilo de vida.

O pâncreas é um órgão pequeno que, em um adulto, pesa em torno de 100 gramas e possui cerca de 15 centímetros de comprimento. Ele está localizado na parte superior do abdômen, abaixo do estômago, e é responsável pela produção de hormônios como insulina, glucagon e somatostatina, que contribuem para manter o nível ideal de glicose no sangue.

Além disso, o pâncreas também produz as enzimas amilase, lipase e tripsina, que estão diretamente relacionadas à digestão dos alimentos. Nesta matéria, você irá entender o que acontece no organismo quando o pâncreas está inflamado!

Quando o pâncreas inflama?

Processos inflamatórios que afetam o pâncreas são chamados de pancreatite. Essa condição tem duas variações:

  • Pancreatite aguda — Forma da doença que aparece repentinamente e dura alguns dias. A inflamação provoca o aumento do pâncreas e, se não tratada corretamente, pode levar à morte;
  • Pancreatite crônica — Quando a inflamação persiste ao longo de anos e o paciente apresenta repetidas crises de pancreatite aguda, a doença é considerada crônica. O acompanhamento médico deve ser contínuo devido à perda progressiva da função do órgão, que impacta a saúde como um todo.

Sinais intensos

A pancreatite produz sintomas que não passam despercebidos e provocam grande mal-estar. Estes são alguns deles:

  • Forte dor abdominal, principalmente após as refeições;
  • Náuseas e vômitos;
  • Febre;
  • Sudorese;
  • Perda de peso sem que a pessoa esteja fazendo dieta (pancreatite crônica);
  • Diarreia com fezes gordurosas e de odor forte (na pancreatite crônica).

Doença relacionada ao estilo de vida

As principais causas da pancreatite aguda são a formação de cálculos na vesícula biliar, que podem migrar e obstruir o ducto pancreático, além da ingestão excessiva de álcool. Em alguns casos, certos medicamentos e níveis elevados de triglicérides também podem desencadear o problema.

Por outro lado, a principal causa da pancreatite crônica é o uso crônico e abusivo de álcool. Além disso, outras causas possíveis incluem:

  • Pancreatite hereditária;
  • Bloqueio do ducto pancreático (por tumor, trauma, pedra vesícula);
  • Fibrose cística;
  • Nível muito elevado de triglicérides. 

Além disso, maus hábitos podem contribuir com a pancreatite, como tabagismo, consumo excessivo de bebida alcoólica e alimentos gordurosos.

Alimentação equilibrada faz parte do tratamento

Além de medicamentos para reduzir sintomas como dor, náusea e vômitos, o tratamento tem como objetivo oferecer suporte clínico e condições para que o pâncreas se recupere naturalmente: hidratação adequada; dieta equilibrada evitando alimentos que sobrecarreguem o pâncreas; e interrupção do consumo de cigarros e de bebidas alcoólicas (se necessário, fazer tratamento para dependência de álcool). 

Pacientes que sofrem de pancreatite crônica precisam fazer reposição oral das enzimas digestivas que, em casos mais graves da doença, deixaram de ser produzidas. Dependendo do quadro, pode ser indicada a remoção dos cálculos da vesícula biliar, drenagem do líquido do pâncreas e, às vezes, a cirurgia para a retirada do tecido doente.

Revisão técnica: Erica M. Zeni, médica da Unidade de Pronto Atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein. Possui graduação e residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e residência em Medicina Interna pela Universidade de São Paulo (USP). Também possui pós-graduação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Latinoamérica Medicina Paliativa, em Buenos Aires, Argentina.

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