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Parada cardíaca e infarto são a mesma coisa? Entenda as diferenças

Atualizado em 09/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Reconhecer os sinais de um infarto pode salvar vidas. Dor no peito, falta de ar e sudorese são sintomas comuns que não devem ser ignorados.

Embora sejam muitas vezes confundidos por estarem relacionados, a parada cardíaca e o infarto são problemas cardiovasculares distintos, e, como tais, apresentam sintomas, formas de diagnóstico e tratamentos específicos. 

Entender a diferença entre eles é fundamental para salvar vidas durante episódios críticos.

Vídeo: Parada cardíaca vs. infarto - entenda a diferença

Parada cardíaca

A parada cardíaca é um colapso súbito: a pessoa perde a consciência, cai no chão e para de respirar. Isso ocorre porque o coração deixa de bater de forma eficaz, parando de bombear sangue para o corpo e para o cérebro. É uma emergência extrema, que precisa de reanimação imediata com massagem cardíaca e, muitas vezes, desfibrilador. Se não houver socorro imediato, o quadro pode levar à morte.

Infarto

Por sua vez, o infarto acontece quando há uma obstrução da circulação do sangue em uma parte do músculo cardíaco. Esse bloqueio – geralmente causado por um coágulo em uma artéria coronária – impede que o coração receba oxigênio adequadamente. É uma urgência médica, mas o coração continua batendo e geralmente a pessoa está consciente. Se não tratado de forma adequada pode levar a uma parada cardiorrespiratória. 

Diferenças nos sintomas

Embora a parada cardíaca seja um evento súbito, sinais de alerta podem aparecer dependendo da causa. Quando ligada a um infarto, a dor no peito pode preceder o colapso. Em casos de problemas pulmonares, pode surgir falta de ar; já em arritmias, palpitações, tontura e até desmaios são possíveis antes da parada. 

O infarto costuma apresentar sintomas mais progressivos. Por exemplo, dor ou pressão no peito que pode irradiar para braços, costas ou mandíbula, além de suor frio, falta de ar, náusea e fadiga intensa.

O diagnóstico da parada cardíaca é clínico e imediato: a vítima está inconsciente, não respira e não tem pulso. O infarto, por outro lado, exige exames hospitalares, como eletrocardiograma e dosagem de enzimas cardíacas no sangue, para confirmar a obstrução coronariana.

Em ambas as situações, o tempo é decisivo. 

No caso da parada cardíaca, chame ajuda imediatamente: peça para alguém ligar 192 e trazer um desfibrilador (DEA) se houver por perto. As manobras de reanimação cardiopulmonar devem ser iniciadas rapidamente e, quando disponível, o desfibrilador precisa ser utilizado para restaurar o ritmo cardíaco normal. Cada minuto sem intervenção reduz drasticamente as chances de sobrevivência e aumenta o risco de sequelas.

Para o infarto, o tratamento é focado em desentupir a artéria quanto antes e inclui medicamentos que dissolvem coágulos ou procedimentos como a angioplastia, em que um cateter desobstrui a artéria com um balão e coloca um stent. Quanto mais rápido for o tratamento, menor o risco de sequelas e de evoluir para parada cardíaca.

 Em ambos os casos, após os cuidados emergenciais, é fundamental manter um acompanhamento regular com um cardiologista para reduzir o risco de novos eventos.


Revisão técnica: Pâmela Cavalcante (CRM 153200/RQE 116412), professora da pós-graduação em Cardiologia no Einstein Hospital Israelita e assistente da seção de cardiometabolismo no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

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