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Parestesia crônica: o que é, quais são as causas e como é o tratamento?

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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parestesia crônica

A parestesia crônica é uma condição que causa sensação de formigamento, queimação no corpo ou “alfinetes e agulhas” por longos períodos. Ela costuma afetar braços, pernas, mãos e pés, mas pode atingir outras regiões, de acordo com cada caso.

Diferentemente da parestesia temporária, que, como o nome sugere, é passageira, a forma crônica causa formigamentos que podem durar muito mais tempo e servem como indicativo de que algo está errado com o corpo. 

Quais são as causas da parestesia crônica?

A parestesia crônica ocorre quando um nervo é pressionado por causa de um sintoma de uma doença neurológica ou de um trauma no nervo. Ao todo, existem dois tipos principais de lesões nervosas que levam à parestesia crônica:  

1. Radiculopatia

É quando as terminações nervosas ficam inflamadas ou estreitas. Ela geralmente indica que o corpo está com uma hérnia de disco ou com um estreitamento do canal da medula espinhal. Costuma ocorrer nas regiões lombar e cervical, e afeta nervos ligados à perna e aos pés, além do ciático. 

2. Neuropatia

A neuropatia ocorre por danos crônicos nos nervos, devido a condições como hiperglicemia (alto nível de açúcar no sangue). Também pode surgir devido a traumas, lesões por esforço repetitivo, exposição a agentes radioativos, AVC e ataques isquêmicos transitórios, esclerose múltipla, aterosclerose, mielite transversa, tumores, síndrome do túnel do carpo e encefalites.

Os principais sintomas que indicam a parestesia crônica incluem pontadas de dor e de formigamento pelo corpo, dificuldade de locomoção e de articulação da região afetada. Algumas pessoas podem sentir também coceira incessante e arrepios frequentes pelo corpo. 

Como é feito o diagnóstico de parestesia?

O diagnóstico é baseado no histórico clínico do paciente, com auxílio de exames clínicos e laboratoriais.  Os exames podem incluir raio-x, testes sanguíneos e até mesmo uma ressonância magnética para identificar possíveis causadores do formigamento. 

Existe tratamento para a parestesia crônica?

O tratamento inclui o uso de medicamentos que auxiliem no controle de dores nos nervos, exercícios de fisioterapia para fortalecer a região afetada e compressas e massagens locais como forma de terapia complementar. 

Além disso, mudanças de hábitos podem ajudar no controle da condição quando associada a outras doenças, especialmente em casos de neuropatia. Diabéticos, por exemplo, podem diminuir a quantidade de alimentos ricos em açúcares na dieta, o que contribui para a melhora do formigamento, por exemplo.

Em casos de radiculopatia, como hérnias, uma cirurgia pode ser indicada para reparar a parestesia local.


Revisão técnica: Sabrina Bernardez Pereira, médica da Economia da Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em Cardiologia pela SBC/AMB, doutorado em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

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