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Parkinson ou tremor essencial? Saiba como identificar as diferenças

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que atinge cerca de 10 milhões de pessoas no mundo. Ela faz com que o cérebro apresente dificuldade na produção do neurotransmissor dopamina. 

Não existe nenhum exame de sangue ou de imagem que faça o diagnóstico da doença — ele é essencialmente clínico, baseado na análise da história clínica e dos sintomas apresentados pelo paciente. Para isso, o neurologista analisa, sobretudo, os sinais motores:

  • Lentidão nos movimentos;
  • Dificuldade ao caminhar;
  • Tremores;
  • Dificuldades de marcha;
  • Dificuldades de equilíbrio; 
  • Rigidez ao longo do tempo.

Apesar desses mais conhecidos, existem também os sintomas que não são relacionados aos movimentos, que costumam se manifestar antes mesmo dos motores. Dentre eles, estão o sono agitado e fragmentado, a diminuição do olfato (hiposmia), a constipação intestinal e episódios de depressão.

Com o decorrer do quadro clínico, após os 15 primeiros anos da doença, outros sintomas não motores podem se apresentar. Isso inclui dificuldades cognitivas e até demência.

Veja também: Dia Mundial da Conscientização do Parkinson: conheça mais sobre a doença

Doença de Parkinson x Tremor essencial

Embora tenham alguns sintomas em comum, como os tremores, a fisiopatologia da doença de Parkinson e do tremor essencial são bem diferentes.

O Parkinson apresenta um tipo de tremor assimétrico, que ocorre predominantemente durante o repouso. No tremor essencial, por sua vez, esse sintoma é bilateral e se manifesta principalmente durante uma ação, como ao manusear talheres e xícaras, por exemplo.

Além disso, o tremor essencial não é uma doença neurodegenerativa como o Parkinson; é mais estável e não apresenta tanta progressão. Outra diferença é que o tremor essencial é comum em todas as idades e pode começar a se manifestar desde a adolescência até a terceira idade. O quadro também tem grande associação genética, passando de geração em geração.

Ambas as condições têm tratamento — embora eles sejam bem diferentes um do outro. Daí a importância de um diagnóstico correto.

Vídeo: Doença de Parkinson tem tratamento?

Como é o tratamento da Doença de Parkinson?

Mesmo que não haja um tratamento específico que diminua a progressão do Parkinson, existem formas eficazes de reduzir os seus sintomas. A terapia dopaminérgica é o recurso mais utilizado, com medicações que mimetizam a ação da dopamina no cérebro. No Brasil, o medicamento mais utilizado é a levodopa.

Durante os primeiros anos de tratamento, é comum que o paciente apresente uma resposta muito positiva ao remédio, com sintomas mínimos e poucos desafios no dia a dia. 

Junto disso, o ideal é que ocorra o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar para que o indivíduo comece a fazer práticas de fonoaudiologia. Isso é importante para prevenir engasgos e complicações. Fisioterapia e uma rotina de exercícios físicos também são indicados.

Com o surgimento das complicações motoras, as estratégias de tratamento se tornam um pouco mais complexas e é necessário que as medicações estejam associadas umas às outras.

Em quadros mais graves, a estimulação cerebral profunda pode ser recomendada. Porém, isso exige que certos pré-requisitos sejam analisados caso a caso pelos médicos responsáveis. 

Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).

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