Ainda não se sabe exatamente o que leva à formação dessas pedrinhas, que podem ser bastante incômodas e gerar mau hálito crônico, irritação na garganta e dificuldade de engolir.
Mas duas hipóteses ajudam a explicar: a mais antiga diz que essas pedras são formadas pelo acúmulo de alimentos triturados pela mastigação, que se alojam nas criptas (pequenos buraquinhos que existem na superfície das amígdalas). Esses alimentos sofrem ação de bactérias que levaram à fermentação do conteúdo, que endurece, causando mau cheiro na boca e dor na garganta.
A ideia mais recente, no entanto, reconhece que o caseum não é formado por alimentos acumulados. Trata-se, na verdade, de uma secreção chamada de exsudato, fabricada pelas amígdalas quando há uma inflamação crônica na garganta. Essa faringite persistente, além de provocar o surgimento das pedras nas amígdalas, também causa dor de leve intensidade, halitose, pigarro constante e sensação de ter uma “bola na garganta”.
Os principais fatores desencadeantes da faringite crônica (que vai influenciar no surgimento das pedras) são as doenças respiratórias das vias aéreas superiores, como rinite e sinusite, além da doença do refluxo gastroesofágico.
E o problema não tem relação com a higienização bucal: mesmo aqueles que escovam os dentes corretamente, usam fio dental e vão ao dentista regularmente podem desenvolver pedras nas amígdalas.