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Pedras na bexiga: quais são os sinais e por que elas aparecem?

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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Afinal, por que aparecem pedras na bexiga? Localizada na região pélvica, a bexiga faz parte do sistema urinário. Ela é um órgão oco, muscular e elástico que tem capacidade de armazenar cerca de 800 ml de urina. Comunica-se com os rins pelos ureteres e se contrai a fim de fazer a urina descer pela uretra, canal que faz a comunicação entre a bexiga e o exterior. 


Assim como acontece com os rins e com a vesícula, a bexiga também pode ter cálculos. Chamados de cálculos vesicais, eles são compostos de sais minerais naturalmente presentes no corpo; quando esses sais se acumulam, podem cristalizar, formando as pedras. Em alguns casos, elas se formam direto na bexiga ou aparecem originalmente nos rins e descem pelos ureteres até a bexiga. 

Por que os cálculos aparecem?

Acredita-se que o problema está relacionado a condições que dificultam a eliminação da urina e/ou o esvaziamento completo da bexiga. Por causa disso, os cálculos vesicais podem aparecer em crianças com malformações congênitas e em homens que têm hiperplasia prostática benigna (HPB), condição em que a próstata aumenta de tamanho, comprimindo a uretra e dificultando a micção.  

Outra causa é uma obstrução na saída da bexiga, o que provoca acúmulo de urina, facilitando a formação de pedras. Corpos estranhos no interior da bexiga (material de sutura, por exemplo) têm o mesmo efeito. 

Os cálculos também podem aparecer por meio de uma condição chamada bexiga neurogênica, em que um dano na comunicação nervosa entre o órgão e o cérebro (causada por um derrame, por lesões na coluna ou outro problema de saúde) dificulta o esvaziamento completo da bexiga.

(Backlink interno de matéria relacionada)

Sinais da presença de pedras na bexiga

Os cálculos variam de tamanho e os menores costumam ser eliminados naturalmente sem que a pessoa perceba. Os maiores, no entanto, causam vários incômodos:  

  • dor ou desconforto ao urinar; 
  • dor abdominal, nas costas, no quadril e na região pélvica; 
  • presença de sangue na urina (hematúria); 
  • jatos mais curtos de urina que são interrompidos independentemente da vontade da pessoa; 
  • febre (principalmente se estiver acompanhada de infecção urinária); 
  • mal-estar. 

Como é feito o diagnóstico?

A suspeita é feita pela história clínica a partir de sintomas característicos e muitas vezes o antecedente de ter apresentado outros episódios de pedras nos rins ou na bexiga. Para confirmar a presença de pedras na bexiga, o médico solicita exames de imagem como ultrassom e raio-x.  

Com cortes ou sem cortes

O tratamento pode ser feito com uma cirurgia convencional, em que as pedras são retiradas por uma incisão na bexiga, ou por meio da Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LECO), técnica não invasiva em que as pedras são fragmentadas por meio de ondas eletromagnéticas, o que facilita sua eliminação.   

Hidratação em dia 

Quem teve cálculos vesicais certamente ouviu o médico reforçar a importância de se hidratar, já que a ingestão de líquidos ajuda a evitar o acúmulo de sais minerais na bexiga que, com o tempo, podem se aglutinar, formando os cálculos. Esse cuidado previne recidivas e protege quem nunca passou por isso.  


Revisão Técnica: Luiz Antônio Vasconcelos, especialista em Clínica Médica, Medicina Interna, Cardiologia e Ecocardiografia. Cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.   

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