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Quais são os efeitos da metformina? Como age o remédio contra diabetes

Atualizado em 10/07/2026
Tempo de leitura: 2 minutos

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3 comprimidos brancos sobre uma superfície amarela

A metformina pertence a uma classe de medicamentos chamados biguanidas, que ajudam a controlar a quantidade de açúcar no sangue ao diminuir tanto a glicose absorvida dos alimentos quanto aquela naturalmente produzida pelo fígado. De forma complementar a isso, ela também aumenta a resposta do corpo à insulina.

De acordo com o InfoSUS, a metformina é indicada como um agente antidiabético, em combinação com um regime alimentar, para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Em alguns casos específicos, também pode ser utilizada como adjuvante no tratamento do diabetes tipo 1, especialmente em situações de resistência à insulina. 

A metformina também pode ser usada preventivamente contra o diabetes tipo 2 em pacientes com sobrepeso, pré-diabetes ou fatores de risco adicionais, como hipertensão, idade acima de 40 anos, dislipidemia, histórico familiar ou diabetes gestacional, sempre em conjunto com mudanças no estilo de vida, como dieta balanceada e prática de exercícios físicos.

Tais cuidados complementares podem ser, em alguns casos, essenciais na prevenção de complicações associadas à doença, como danos renais, problemas nervosos, cegueira, amputações e disfunção sexual. O controle eficaz do diabetes também pode reduzir o risco de ataques cardíacos ou de acidente vascular cerebral (AVC).

Os médicos ainda podem recomendá-la para tratar a síndrome dos ovários policísticos (conhecida pela sigla SOP ou também como síndrome de Stein-Leventhal). Isso acontece porque o equilíbrio da concentração de glicose no sangue estimula períodos menstruais mais regulares, além de melhorar o processo de ovulação.

Como usar a metformina 

Nas farmácias brasileiras, a metformina pode ser encontrada nos formatos de comprimidos padrão ou de liberação lenta, ambos vendidos apenas mediante apresentação de receita médica. A diferença entre eles é que, no padrão, os efeitos serão sentidos mais rapidamente; já os de liberação lenta agem por mais tempo, exigindo menos doses. 

Cabe ao médico avaliar a gravidade de cada caso, bem como as características específicas de cada indivíduo, antes de delimitar a melhor abordagem de uso do medicamento. Por isso, é importante manter as consultas regulares durante todo o tratamento.

Efeitos colaterais

Dentre os efeitos colaterais mais comuns da metformina estão:

  • Náusea;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Dor de estômago;
  • Perda de apetite;
  • Gosto metálico na boca.

É importante observar que a metformina pode influenciar a concentração de açúcar no sangue, porém, quando utilizada isoladamente, raramente causa episódios de hipoglicemia. 

No entanto, quando é combinada com outros medicamentos que aumentam a produção de insulina, ou nos casos em que a alimentação do paciente é inadequada, pode ocorrer hipoglicemia. 

Nesses episódios, a pessoa pode apresentar sintomas como sudorese, tontura, fraqueza, dificuldade de concentração e, em situações mais graves, desmaio e convulsão.

Contraindicações

Para ter certeza de que esse medicamento é seguro para você, informe o seu médico sobre:

  • Alergia à metformina ou a seus outros componentes;
  • Problemas no fígado ou nos rins;
  • Histórico de infecção grave;
  • Tratamentos para insuficiência cardíaca ou ataque cardíaco;
  • Condições graves de circulação;
  • Dificuldades respiratórias;
  • Costume de beber álcool;

Revisão técnica: Luiz Antônio Vasconcelos (CRM 124.634/RQE 75628), médico especialista em Clínica Médica, Medicina Interna, Cardiologia e Ecocardiografia. Cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

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