A metformina pertence a uma classe de medicamentos chamados biguanidas, que ajudam a controlar a quantidade de açúcar no sangue ao diminuir tanto a glicose absorvida dos alimentos quanto aquela naturalmente produzida pelo fígado. De forma complementar a isso, ela também aumenta a resposta do corpo à insulina.
De acordo com o InfoSUS, a metformina é indicada como um agente antidiabético, em combinação com um regime alimentar, para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Em alguns casos específicos, também pode ser utilizada como adjuvante no tratamento do diabetes tipo 1, especialmente em situações de resistência à insulina.
A metformina também pode ser usada preventivamente contra o diabetes tipo 2 em pacientes com sobrepeso, pré-diabetes ou fatores de risco adicionais, como hipertensão, idade acima de 40 anos, dislipidemia, histórico familiar ou diabetes gestacional, sempre em conjunto com mudanças no estilo de vida, como dieta balanceada e prática de exercícios físicos.
Tais cuidados complementares podem ser, em alguns casos, essenciais na prevenção de complicações associadas à doença, como danos renais, problemas nervosos, cegueira, amputações e disfunção sexual. O controle eficaz do diabetes também pode reduzir o risco de ataques cardíacos ou de acidente vascular cerebral (AVC).
Os médicos ainda podem recomendá-la para tratar a síndrome dos ovários policísticos (conhecida pela sigla SOP ou também como síndrome de Stein-Leventhal). Isso acontece porque o equilíbrio da concentração de glicose no sangue estimula períodos menstruais mais regulares, além de melhorar o processo de ovulação.




