Estudos indicam que a adenite ou linfadenite mesentérica pode ser desencadeada após contágio pelo Sars-Cov-2, agente causador do coronavírus (Covid-19) — principalmente em crianças e adolescentes.
A doença é caracterizada pela inflamação dos nódulos linfáticos do mesentério, membrana que conecta o intestino à parede abdominal, a adenite mesentérica provoca sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômito, diarreia e dores no lado inferior direito do abdome, semelhante aos casos de apendicite aguda.
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Mas, diferente da apendicite, a adenite mesentérica não requer cirurgia, uma vez que seu tratamento é sintomático. Desde o início da pandemia, diversos quadros inflamatórios têm sido observados em pacientes infectados pelo vírus, sendo alguns deles mais persistentes ou de gravidade elevada.
Isso acontece porque o vírus, ao ingressar no organismo do paciente, gera uma resposta do sistema imunológico. Nesse processo, os anticorpos produzidos para atacar o coronavírus acabam por desencadear uma cascata inflamatória no organismo.
Quando essa resposta imunológica acontece de forma exacerbada, ela pode resultar na chamada Síndrome Inflamatória Multissistêmica, geralmente detectada entre duas a quatro semanas após o
contágio pelo vírus.
No entanto, quando o paciente é acometido no trato digestivo, podem surgir quadros graves. A adenite mesentérica é um deles, e nesses casos o paciente recebe tratamento sintomático.



