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Quando o colesterol é considerado alto? Saiba o que influencia

Atualizado em 16/10/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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O colesterol é frequentemente apontado como um grande vilão. Mas, na verdade, ele desempenha funções fundamentais no corpo humano. O colesterol é um tipo de gordura que está envolvido, por exemplo, na produção de hormônios, na manutenção da estrutura das células e no funcionamento de órgãos como o cérebro, o coração, os músculos, o fígado e os intestinos.

No sangue, o colesterol circula por meio de partículas chamadas lipoproteínas, e são elas que determinam se esse nutriente terá efeitos benéficos ou prejudiciais. Entre as principais, estão:

  • HDL (colesterol bom): ajuda a retirar o excesso de colesterol das artérias, transportando-o para o fígado, onde será eliminado.
  • LDL (colesterol ruim): pode se acumular nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas de gordura e aumentando o risco de obstruções.
  • VLDL (colesterol intermediário): participa do transporte de triglicerídeos e também influencia nos índices do colesterol total.

O “colesterol total”, que costuma aparecer nos exames de sangue, nada mais é do que a soma dessas frações. Quando há desequilíbrio entre elas é que surgem os riscos de prejuízo à saúde.

Vídeo: Colesterol alto, bom e ruim: o que é o que é?

Quando o colesterol se torna um problema

O excesso de colesterol, especialmente do LDL, é um fator de risco importante para doenças cardiovasculares – como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), morte súbita e obstruções das artérias periféricas. No entanto, ele não é o único culpado.

Condições como obesidade, pressão alta, diabetes, tabagismo e histórico familiar também têm peso significativo no desenvolvimento dessas doenças. Isso significa que uma pessoa com colesterol ligeiramente elevado, mas sem outros fatores de risco, pode ter um prognóstico diferente de alguém com o mesmo nível de colesterol e múltiplos agravantes.

Novas metas da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Em 2025, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) atualizou suas diretrizes de interpretação das taxas de colesterol. Com isso, as metas ficaram mais rigorosas e passaram a variar conforme o risco cardiovascular individual.

  • Baixo risco: LDL < 115 mg/dL
  • Risco intermediário: LDL < 100 mg/dL
  • Alto risco: LDL < 70 mg/dL
  • Muito alto risco: LDL < 50 mg/dL
  • Risco extremo: LDL < 40 mg/dL

Também foram estabelecidos limites para o colesterol não-HDL, que devem ser até 30 mg/dL acima das metas de LDL em cada categoria.

Em pessoas de baixo risco, níveis de LDL acima de 115 mg/dL pedem ajustes no estilo de vida, como alimentação balanceada e prática regular de exercícios. Já quando o valor ultrapassa 145 mg/dL, pode ser necessário iniciar tratamento medicamentoso.

Estilo de vida e tratamento contínuo

O primeiro passo para o controle do colesterol é sempre a prevenção. Assim, manter hábitos saudáveis, evitar o consumo excessivo de gorduras saturadas, controlar o peso, praticar atividades físicas e não fumar podem ser estratégias úteis para manter os níveis equilibrados.

Porém, principalmente em quem já sofreu eventos cardiovasculares ou acumula fatores de risco, o tratamento medicamentoso é indispensável – e geralmente precisa ser contínuo.

Nesses casos, o acompanhamento médico regular é essencial para evitar as complicações mais severas.


Revisão técnica: Pâmela Cavalcante (CRM 153200/RQE 116412), professora da pós-graduação em Cardiologia no Einstein Hospital Israelita e assistente da seção de cardiometabolismo no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

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