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Queloide: cicatriz na autoestima

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Toda vez que a pele sofre uma lesão, um verdadeiro exército de células entra em ação para reparar o dano. O queloide aparece quando há uma falha no processo de reparo e regeneração e o tecido cicatricial cresce de forma exagerada. 

Não se sabe exatamente o porquê, mas os queloides podem surgir quando há produção excessiva de colágeno, proteína naturalmente presente no corpo, que participa da cicatrização. 

Queloides têm aspecto elevado, coloração em geral rósea ou avermelhada e com um brilho que não é notado nas regiões adjacentes; a textura pode ser macia ou endurecida e não há crescimento de pelos nos locais afetados. 

Queloide não é perigoso para a saúde

O queloide é inofensivo para a saúde, já que não é uma lesão maligna tampouco contagiosa. Para muitas pessoas, porém, representa um grande problema estético e, dependendo do local afetado, pode haver desconforto decorrente da limitação de movimentos.

Reparação de danos

Cortes, queimaduras, cicatrizes de cirurgias, de acne e de catapora, qualquer tipo de lesão cutânea pode levar ao aparecimento do queloide. Algumas pessoas desenvolvem o problema depois de furar as orelhas para colocar brincos ou piercings, ou em decorrência do trauma provocado por tatuagens. 

Há casos raros em que o queloide se forma espontaneamente, sem que tenha havido lesões na pele — é o que se chama de queloide espontâneo.

Regiões de risco

Tórax, colo, pescoço, ombros, braços e orelhas são as áreas do corpo mais sujeitas à formação de queloides.

Diferente de cicatriz hipertrófica

Muito mais comum do que o queloide, a cicatriz hipertrófica também provoca elevação. A diferença é que o tecido cicatricial cresce dentro dos limites da ferida original — o que não acontece no caso do queloide. Pode haver também dor, ardor e coceira leve nos locais afetados pela cicatriz hipertrófica. 

Quem está mais sujeito a tê-lo?

A faixa etária de maior incidência vai de 10 a 30 anos. Embora as razões não sejam conhecidas, a frequência de queloides é 15 vezes maior em pessoas com pele pigmentada. 

O histórico familiar também deve ser observado, uma vez que a hereditariedade é um dos componentes que contribuem para a sua ocorrência. Além disso, quem teve queloide corre mais risco de desenvolver outras lesões similares. 

Difícil de tratar

Esperar que o queloide desapareça completamente pode gerar grande frustração — o objetivo do tratamento é reduzir ao máximo o tamanho da cicatriz. Para isso, o dermatologista pode associar várias técnicas: infiltração de corticoides, crioterapia, aplicação de laser, além do uso de placas de silicone. Em alguns casos, é necessário fazer a remoção cirúrgica de parte do queloide.

Quem tem propensão ao desenvolvimento de queloides deve evitar ao máximo situações que provoquem lesões na pele e sempre informar essa condição ao médico, caso precise passar por algum tipo de cirurgia.


Revisão Técnica: Luiz Antônio Vasconcelos, especialista em clínica médica, medicina interna, cardiologia e ecocardiografia. É cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

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