Após o contato com o vírus, o período médio de incubação varia de seis a 21 dias (em média, são 13 dias), quando o patógeno entra nas mucosas dos olhos ou das vias aéreas da pessoa suscetível. Esse é o chamado período de latência, em que o vírus fica replicando no organismo sem ainda causar a doença.
Em seguida começa o período de pródromo, caracterizado por sintomas inespecíficos, como tosse, coriza, conjuntivite e febre alta (até 40 graus) – muito parecidos com um quadro gripal. Essa fase dura de dois a quatro dias e pode persistir por até oito dias.
O próximo passo da infecção é o surgimento do enantema, ou “manchas de Koplik”, lesões típicas que aparecem na mucosa da boca, perto dos molares, e devem ser procuradas antes do surgimento das manchas da pele. Elas duram entre 12 e 72 horas, e começam a desaparecer com o início da fase exantemática, caracterizada pelo surgimento das manchas/erupções da pele propriamente ditas.
Essas manchas surgem de dois a quatro dias após o início da febre, começando pela face e espalhando de cima para baixo e do centro para a periferia do corpo. Palmas das mãos e plantas dos pés são geralmente poupadas.
Aproximadamente 48 horas após o aparecimento das lesões o paciente começa a apresentar melhora. As lesões mudam para uma cor mais amarronzada, podendo ocorrer descamação. A tosse pode ocorrer por até duas semanas, e a piora da febre entre o terceiro e quarto dias do surgimento das lesões da pele indica a possibilidade de complicações da doença.
A transmissão do sarampo pode ocorrer até cinco dias antes do desenvolvimento do exantema (as erupções na pele) e continua até quatro dias após o aparecimento das manchas da pele. Nesse período, um indivíduo positivo para a doença pode contaminar 90% das pessoas que estão suscetíveis no seu entorno.