Produzida pelas glândulas salivares, a saliva desempenha um papel fundamental na digestão, lubrificação, limpeza e proteção dos dentes e gengivas, além da manutenção da homeostase corporal — a capacidade do organismo de se manter em equilíbrio.
Por dia, um adulto produz de 500 ml a 2 litros de saliva. Mas, se a produção de saliva for excessiva, ocorre uma condição chamada sialorreia, também conhecida como hipersialose. Um dos principais riscos da sialorreia são os engasgos, por causa de uma quantidade de saliva na boca acima do normal. A sialorreia prejudica a mastigação, interfere na fala e impacta no aspecto social do indivíduo.
A sialorreia pode ser primária se tiver como origem uma secreção aumentada das glândulas salivares. Já a secundária está relacionada a uma falha na coordenação dos músculos da língua, palato e face que atuam na fase oral da deglutição.
Estima-se que a metade dos pacientes com paralisia cerebral tenha essa condição. Em quadros de doenças neurológicas degenerativas esse porcentual costuma ser maior e pode chegar a 80%. Em bebês, é comum uma maior salivação, mas que desaparece entre 15 a 36 meses.




