O tornozelo é, de longe, a articulação mais acometida por traumas.
Seu tipo mais frequente é a entorse, ou torção, que ocorre quando o pé faz movimentos anormais sendo capaz de provocar uma lesão no tornozelo. Geralmente, ela ocorre quando a pessoa pisa em um lugar irregular e faz um movimento de mudança de direção, como quando o pé vira pra dentro.
De acordo com Prado, quando esse trauma acontece, na absurda maioria das vezes, são lesões ligamentares: ocorrem nas estruturas que ligam um osso no outro e que tentam limitar a mobilidade de todas as articulações.
"Esse mecanismo de trauma é responsável por alguns tipos de lesão. Entre elas, são as lesões ligamentares. Os ligamentos limitam a mobilidade articular. Quando nós machucamos o ligamento, nós temos situações diferentes… temos uma lesãozinha ligamentar que o cara tem uma dorzinha e tudo bem, não muda muito a vida. E existem mais graves, que exigem mais cuidado", explica.
De acordo com o especialista, são casos mais graves:
• Lesões ligamentares parciais: rasgam uma parte do ligamento, mas a
articulação continua estável.
• Lesões completas: são mais importantes porque a articulação passa a
ter movimentos anormais.
• Fraturas: quando, no mecanismo do trauma, o osso perde a integridade. O pé tem dois ossinhos que seguram um osso dentro do tornozelo. Quando ocorre um trauma grande o suficiente para romper esses ossos, há a fratura do tornozelo.
• Luxação: quando a articulação sai do lugar. Para isso, é preciso ter uma lesão ligamentar superextensa e supergrave.
Segundo Prado, "é muito raro ter luxação do tornozelo porque é uma articulação que tem uma contenção óssea muito grande".
No entanto, o especialista alerta que, quando um atleta tem esse tipo de problema em uma competição curta, "vai ter problema para conseguir voltar".