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Trombose dos viajantes: conheça 7 dúvidas frequentes

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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1. Viagens longas aumentam o risco de trombose?

Ficar muito tempo imóvel, na mesma posição, é perigoso para quem tem predisposição para problemas circulatórios. Por isso, em viagens demoradas, os passageiros precisam tomar o cuidado de se levantar frequentemente. 

2. Viagens aéreas aumentam o risco de trombose?

Sim, o risco existe especialmente em voos longos e para pessoas que têm predisposição a ter trombose. A razão é simples: os passageiros ficam muito tempo sem mover as pernas, o que prejudica o retorno do sangue venoso para o coração. Esse sangue fica represado nos membros inferiores, situação que favorece o aparecimento de coágulos.

A ocorrência de trombose em viagens de longa distância é às vezes chamada popularmente como “síndrome da classe econômica” em referência ao pouco espaço entre as fileiras de poltronas nessa categoria dos voos comerciais, o que obriga os passageiros a permanecerem com as pernas encolhidas e imóveis. 

No entanto, esta condição não se restringe apenas às viagens de avião, embora nestes ambientes haja agravantes, como a altitude elevada. Longas distâncias percorridas em ônibus ou até muitas horas na mesma posição em frente ao computador também podem causar o problema.  

3. Qual a ligação entre trombose e embolia?

A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição que ocorre quando há a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor no local. 

Se o coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, tem-se um quadro de embolia. A embolia pulmonar é uma complicação potencialmente fatal associada à trombose venosa profunda. Ocorre quando um coágulo sanguíneo (trombo) em uma perna ou outra área do corpo se solta e fica preso em um vaso sanguíneo no pulmão.

4. Quais os sintomas da trombose?

O sintoma mais comum é inchaço de panturrilha (onde ocorrem a maioria das tromboses), acompanhado ou não de dor e calor local. A trombose também pode ocorrer nas coxas e, mais raramente, nos membros superiores. Os sintomas, se existirem, podem surgir até 48 horas após o voo.

5. O que fazer para evitar trombose durante uma viagem longa?

Algumas medidas ajudam a manter a circulação dos membros inferiores em um nível saudável e seguro:

  • Evite ficar mais de duas horas parado na mesma posição. O movimento é a melhor forma de prevenção. Levante-se e caminhe pelo corredor. Você também pode contrair e relaxar a panturrilha, elevando e abaixando os calcanhares. Esse é um movimento que se pode fazer em pé, ao lado da poltrona. Bastam algumas repetições;
  • Tome bastante água. Além de se manter hidratado, você será obrigado a se levantar para ir ao banheiro;
  • Use meias elásticas medicinais, prescritas por médico. Elas ajudam no retorno do sangue venoso.

6. Quem já teve diagnóstico de trombose ou embolia pode viajar de avião?

Sim, mas é importante consultar o médico antes e seguir rigorosamente as orientações quanto à medicação. No entanto, nunca se deve, em hipótese alguma, automedicar-se quando se trata de uma condição tão séria como a trombose.

7. Viajar de carro também gera risco de trombose?

Embora a maioria das informações sobre coágulos sanguíneos e viagens longas esteja relacionada a dados coletados durante viagens aéreas, os deslocamentos de carro também podem provocar trombose.

Toda pessoa que viaja por mais de quatro horas, seja de avião, carro, ônibus ou trem, pode estar sob risco de formação de coágulos sanguíneos. Portanto, os cuidados se aplicam a todos os deslocamentos demorados nos quais o passageiro ficará muito tempo sentado.


Revisão técnica: Sabrina Bernardez Pereira, médica da Economia da Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), mestrado e doutorado em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense.

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