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Útero retrovertido: confira 4 respostas sobre útero retrovertido

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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útero retrovertido

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que quando falamos em útero retrovertido ou invertido não estamos nos referindo a uma patologia, mas, sim, a uma diferença anatômica que geralmente passa despercebida.  

Essa diferença anatômica é simples: na maioria das mulheres, o útero está posicionado em direção à região frontal da cavidade pélvica, sobre a bexiga, ou seja, está antevertido (voltado para a frente). Quando o útero está voltado para trás, em direção da coluna cervical, fala-se em útero retrovertido.  

Essa situação é possível porque o útero é um órgão móvel, em forma de pera, sustentado na sua posição dentro da pelve pelos ligamentos e músculos do assoalho pélvico. Portanto, o fato de ele estar voltado para trás, e não para a frente, não afeta seu funcionamento nem o de outros órgãos do aparelho reprodutor feminino.  

1. O útero invertido é comum?

2. O útero retrovertido causa problemas para a gravidez?

Normalmente, o útero retrovertido não causa problemas à saúde e não impede a gravidez nem o desenvolvimento do feto. É que, ao se expandir após o primeiro trimestre de gestação, o útero retrovertido assume a posição típica da gravidez. Além disso, a inversão uterina é assintomática. Raramente provoca dor ou desconforto durante a relação sexual.   

3. Por que algumas mulheres têm o útero invertido?

Na maioria dos casos, o útero está nesta posição (voltado para trás) desde o nascimento da mulher. Mas a inversão pode ser causada por processos inflamatórios decorrentes da presença de miomas, endometriose ou infecções pélvicas, ou ainda devido ao enfraquecimento do assoalho pélvico durante a menopausa.   

Por isso, quando uma mulher que tem útero retrovertido se queixa de sintomas, eles estão associados não à posição do órgão em si, mas às patologias, como as cólicas menstruais fortes provocadas pela endometriose.  

4. Como a mulher descobre que tem o útero invertido?

A diferença anatômica pode ser notada durante o exame ginecológico de rotina. Se o ginecologista identificar também uma patologia, como uma infecção pélvica, ele vai indicar o tratamento adequado. Caso contrário, não há necessidade de cuidados especiais. 


Revisão Técnica: Luiz Antônio Vasconcelos - Especialista em Clínica Médica, Medicina Interna, Cardiologia e Ecocardiografia. Cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.  

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