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“Vape face”: saiba como o cigarro eletrônico afeta a saúde da pele

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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Pessoa preparando um vape (cigarro eletrônico) para consumir.

Não é só a saúde dos adeptos do cigarro eletrônico que é prejudicada: sua aparência também pode sofrer as consequências desse hábito. O costume de usar o dispositivo é capaz de provocar diversos danos à pele, desencadeando problemas em curto e longo prazo. 

O risco é tão sério que o quadro já ganhou até mesmo um apelido: vape face, ou “rosto de vape”, em livre tradução.

Como acontece?

O mecanismo que gera esses prejuízos é o mesmo do cigarro convencional: até uma hora após o fumo, ocorre uma vasoconstrição, fazendo com que menos oxigênio chegue aos tecidos e diminuindo a atividade celular. 

Isso também prejudica o processo de regeneração da pele e faz com que ela fique opaca, amarelada e desidratada. Em longo prazo, contribui para acelerar o envelhecimento. 

Apesar de os prejuízos provocados pelos cigarros eletrônicos e os convencionais serem similares, no caso dos vapes o risco é agravado porque costumam ter uma quantidade superior de nicotina. E sabe-se que usuários do cigarro eletrônico podem acumular níveis mais altos da substância. 

Danos em série

As substâncias tóxicas do cigarro convencional e do eletrônico reduzem a produção de colágeno e elastina, as fibras de sustentação da pele, o que tende a fazer com que ela fique mais flácida e com mais rugas. 

Além disso, os movimentos realizados pelo rosto para fumar colaboram para o aparecimento das rugas, pois formam sulcos ao redor da boca e abaixo do nariz. O tabagismo também aumenta a produção de radicais livres, outro fator que acelera o envelhecimento cutâneo e de diversos outros órgãos. 

Tudo isso diminui a espessura da pele; leva ao envelhecimento da pálpebra inferior, favorecendo a formação de bolsas e estimula a hiperpigmentação, o que aumenta o risco de manchas e piora das já existentes. Outro aspecto prejudicado é a capacidade de cicatrização, devido à redução da oxigenação de tecidos e do aumento da inflamação.

Impacto em outras doenças

Para piorar, fumar pode agravar doenças autoimunes, alérgicas e inflamatórias, complicando quadros como acne, rosácea e psoríase. O cigarro eletrônico também aumenta a possibilidade do aparecimento de carcinoma espinocelular, um tipo de câncer de pele. Os fios de cabelo tendem a perder força e afinar, tornando-se mais propensos à queda, e as unhas podem ficar amareladas e quebradiças. 

Muitos especialistas consideram, inclusive, que os efeitos danosos do cigarro são mais intensos do que os provocados pelo sol, já que as substâncias ficam presentes na circulação, atingindo o organismo inteiro e todas as estruturas da pele. Os raios ultravioleta, por sua vez, incidem de fora para dentro e permanecem em contato com os tecidos do corpo por menos tempo.

A única forma de evitar todos esses problemas é parar de fumar. Embora existam tratamentos estéticos que possam melhorar a aparência da pele, nenhum é capaz de neutralizar completamente os efeitos do cigarro ou do vape


Fontes consultadas: Barbara Miguel, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Beatriz Lassance, cirurgiã plástica membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica; Claudia Marçal, dermatologista membro da SBD e da Academia Americana de Dermatologia

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