Para piorar, fumar pode agravar doenças autoimunes, alérgicas e inflamatórias, complicando quadros como acne, rosácea e psoríase. O cigarro eletrônico também aumenta a possibilidade do aparecimento de carcinoma espinocelular, um tipo de câncer de pele. Os fios de cabelo tendem a perder força e afinar, tornando-se mais propensos à queda, e as unhas podem ficar amareladas e quebradiças.
Muitos especialistas consideram, inclusive, que os efeitos danosos do cigarro são mais intensos do que os provocados pelo sol, já que as substâncias ficam presentes na circulação, atingindo o organismo inteiro e todas as estruturas da pele. Os raios ultravioleta, por sua vez, incidem de fora para dentro e permanecem em contato com os tecidos do corpo por menos tempo.
A única forma de evitar todos esses problemas é parar de fumar. Embora existam tratamentos estéticos que possam melhorar a aparência da pele, nenhum é capaz de neutralizar completamente os efeitos do cigarro ou do vape.
Fontes consultadas: Barbara Miguel, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Beatriz Lassance, cirurgiã plástica membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica; Claudia Marçal, dermatologista membro da SBD e da Academia Americana de Dermatologia