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Xantoma: 6 perguntas frequentes sobre a lesão

Atualizado em 03/09/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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1. O que é xantoma?

É uma lesão cutânea decorrente de um pequeno depósito de gordura e de colesterol que geralmente tem o formato de pápulas ou de placas amareladas. O xantoma é benigno e está associado a alterações no metabolismo lipídico.

2. Em que partes do corpo pode surgir?

O xantoma pode aparecer em várias partes do corpo e a denominação varia de acordo com sua localização. Assim, quando surge nas pálpebras, é chamado de xantelasma; de xantoma tuberoso quando se localiza nos cotovelos e nos calcanhares; de xantoma tendinoso quando se instala nos tendões; e de xantoma eruptivo quando surge nas coxas e nos braços.

3. Por que o problema aparece?

Uma hipótese é que a origem dessas lesões esteja relacionada a níveis alterados de gordura e de colesterol na circulação sanguínea.  

Mas é importante observar que nem todos os pacientes com hiperlipidemia (nível alto de gordura no sangue) ou hipercolesterolemia (taxa elevada de colesterol) têm xantoma, porém, ele indica alguma condição sistêmica subjacente que deve ser investigada. Doenças metabólicas hereditárias, diabetes, cirrose biliar primária e alguns tipos de tumor de fígado podem provocar xantoma. 

4. Quem pode ter xantoma?

Ele pode surgir em qualquer idade, mas a prevalência é maior a partir dos 20 anos em pessoas que têm predisposição genética, com histórico familiar de hipercolesterolemia.

5. Quais são os sintomas?

Os xantomas são indolores e, dependendo de onde se localizam, podem ser fonte de incômodo estético — caso dos xantelasmas que costumam aparecer nas pálpebras e no rosto.

6. Como é o tratamento do xantoma?

O tratamento varia em razão do problema de saúde que provocou o aparecimento do xantoma. Em alguns casos, o simples fato de controlar os níveis de gordura no sangue e de colesterol contribui para fazer com que as lesões diminuam de tamanho ou mesmo desapareçam. 

Isso envolve não só a prescrição de alguns medicamentos, dependendo do paciente, mas também a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de exercícios físicos. 

Quando as lesões não regridem, o encaminhamento do paciente é feito de acordo com a localização do xantoma. No caso de xantelasmas, por exemplo, o dermatologista retira as lesões por meio de cirurgia com anestesia local, com sessões de laser ou de eletrocoagulação, ou ainda com a aplicação de ácidos.  

O tratamento precoce é fundamental, já que o xantelasma cresce progressivamente, o que dificulta sua remoção e aumenta o risco de cicatrizes. 


Revisão Técnica: Sabrina Bernardez Pereira: Médica Economia da Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em Cardiologia pela SBC/AMB, doutorado em Ciências Cardiovasculares Universidade Federal Fluminense (UFF) 

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