Obesidade
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - E66
CID 10 - E66
A obesidade é uma condição médica caracterizada pelo excesso de gordura, que pode ter efeitos negativos na saúde.
Normalmente, é diagnosticada por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), que é feito por meio da divisão do peso (em kg) pela altura (em metros) ao quadrado. Por exemplo: uma pessoa com 70 kg e 1,60 de altura tem um Índice de Massa Corporal de 27,34. Um IMC igual ou maior que 30 é considerado como indicativo de obesidade.

É importante pontuar que existem outras formas de constatar o excesso de peso que agem em conjunto com o cálculo do IMC. São elas:
A obesidade não apresenta sintomas específicos, mas algumas complicações podem estar relacionadas:
Além disso, a obesidade pode causar complicações ortopédicas, como dores na coluna e nos joelhos, por conta da sobrecarga das articulações causada pelo excesso de peso.

A obesidade é causada por muitos fatores, como genética, comportamento, ambiente e metabolismo. Algumas das principais causas da obesidade são:
Além do índice de massa corporal (IMC), outros fatores também podem ser considerados no diagnóstico e avaliação da obesidade, que incluem:
● distribuição de gordura: a medida da circunferência da cintura (medida da região do abdômen) pode ajudar no diagnóstico sobre a distribuição de gordura corporal. Medidas como a relação da circunferência cintura-quadril, relação cintura-altura são indicativos de distribuição de gordura em região abdominal. A gordura na área abdominal tem ligação com problemas de saúde relacionados à obesidade como o diabetes por exemplo
● histórico médico: o(a) profissional da saúde pode revisar o histórico médico do paciente, inclusive qualquer evento de ganho de peso significativo, tentativas de perda de peso anteriores, condições médicas relacionadas à obesidade e uso de medicamentos que possam influenciar o peso corporal
● avaliação clínica: durante um exame físico, o(a) profissional da saúde pode avaliar outros sinais físicos associados à obesidade, alterações nas articulações e sinais de condições médicas relacionadas à obesidade, como pressão alta ou diabetes
O tratamento da obesidade tem várias etapas. Atualmente, existem novos medicamentos que são seguros e efetivos. Além disso, algumas ações são importantes:
● mudanças no estilo de vida e dieta saudável: ter uma dieta saudável com alimentos integrais, como frutas, vegetais, proteínas magras e grãos integrais. É importante reduzir o consumo de alimentos com açúcares adicionados, gorduras saturadas, processados e ultraprocessados (alimentos que passaram por processos industriais e têm aditivos, como corantes, conservantes, aromatizantes, por exemplo)
● aumento da atividade física: a atividade física regular é essencial para estimulando a produção de músculos no lugar do tecido gorduroso, além de contribuir para o gasto calórico melhorar a saúde geral. É recomendado pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana, com exercícios de fortalecimento muscular duas vezes por semana
● aconselhamento e suporte: nutricionistas, psicólogos e mudanças de estilo de vida apoiadas por profissionais podem ajudar as pessoas a consolidarem mudanças em seus hábitos de vida como alimentação, atividade física, sono e saúde mental. Grupos de apoio e programas de perda de peso também oferecem alternativas de suporte emocional e motivação
● cirurgia bariátrica: indicada nos casos de obesidade grave ou associada a diversas complicações quando o tratamento clínico não foi eficaz
Deve-se ter atenção ao uso inadequado de medicações para obesidade em geral, em especial a drogas como semaglutida ou tirzepatida, já que o consumo da medicação sem prescrição de um(a) profissional da saúde é desaconselhado. O uso incorreto pode trazer riscos à saúde.
Hoje, a obesidade é entendida como uma condição crônica, complexa, causada por muitos fatores e necessita acompanhamento e tratamento ao longo da vida do indivíduo.
A prevenção da obesidade é fundamental para reduzir o risco de desenvolver essa condição de saúde grave e suas complicações associadas. Isso pode ser feito de diversas maneiras:
● ter uma alimentação saudável
● manter-se ativo: em atividades físicas, como exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, natação ou ciclismo) e exercícios de fortalecimento muscular. É importante tentar praticar, pelo menos, 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana, conforme recomendado por órgãos de saúde
● limitar o tempo de tela: diminuir o tempo em frente às telas ajuda a reduzir o período sem atividades físicas. Para crianças e adolescentes, é importante incentivar a prática de atividades físicas ao ar livre
● zelar e ter cuidado por seu sono
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