Pular para o conteúdo principal
Doações

Enxaqueca

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - G43

  • Doença

O que é enxaqueca?

Enxaqueca é uma doença genética caracterizada por um tipo de dor de cabeça, que pulsa, de intensidade moderada a forte, geralmente acompanhada de outros sintomas como náuseas, vômito e sensibilidade à luz e ao som. Ela é uma condição neurológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo (cerca de 15% da população global), e não é apenas uma simples dor de cabeça.

Infográfico sobre enxaqueca. Explica que é uma doença neurológica, geralmente intensa e de causa principalmente genética, que provoca crises de dor de cabeça e pode vir acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, sons e cheiros. Informa que, sem tratamento, a dor pode durar até 72 horas e piorar com atividade física. Mostra ilustração de cabeça com área de dor e ícones dos sintomas: dor de cabeça, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e sons e tontura.

Sintomas

Os sintomas típicos de uma enxaqueca incluem:

  • dor de cabeça intensa, que costuma mudar de lado, podendo afetar apenas um lado da cabeça ou os dois, que se não tratada pode durar de quatro a 72 horas
  • náuseas e, às vezes, vômitos
  • sensibilidade à luz (fotofobia) e sensibilidade ao som
  • piora da dor ao praticar atividades físicas
  • cerca de 30% dos portadores de enxaqueca vão apresentar sintomas neurológicos como alterações visuais ou formigamento, que normalmente ocorrem antes da dor e não devem durar mais que uma hora, a chamada aura de enxaqueca

Causas

A enxaqueca é uma doença genética. Algumas raras formas podem ser causadas pela presença de um único gene alterado, mas a maioria dos portadores serão afetados pela combinação de múltiplos genes que quando associados poderão fazer a doença aparecer. Cerca de 70% dos portadores de enxaqueca apresentam familiares com os mesmos sintomas, ou seja, são também portadores da enxaqueca.

Uma confusão comum é atribuir a presença de um facilitador ou gatilho para a crise de enxaqueca como a causa da enxaqueca. Alterações do humor, como depressão ou excesso de ansiedade, podem se associar ao aumento da frequência das crises, mas não podem ser consideradas como causa da doença. O mesmo se aplica ao uso de álcool ou outros estimulantes, ou alterações do padrão do sono. E as alterações hormonais observadas no ciclo menstrual pelas mulheres.

Diagnóstico

O diagnóstico da enxaqueca é clínico, ou seja, não depende da realização de testes ou exames. Para se diagnosticar a enxaqueca alguns passos são essenciais:

  • anamnese: entrevista feita com o(a) paciente em que o(a) profissional da saúde faz perguntas detalhadas sobre os sintomas, o que inclui a descrição da dor de cabeça, a frequência e a duração dos episódios, a localização da dor e a presença de fatores que ativem uma crise de enxaqueca
  • exame físico: realizado para descartar outras condições médicas que possam causar os sintomas
  • histórico médico: revisão da história médica pessoal e familiar para identificar fatores de risco genéticos e outras condições médicas que possam estar relacionadas à enxaqueca

Tratamento

O tratamento da enxaqueca pode ser dividido em agudo e preventivo. É importante discutir as opções de tratamento com um(a) profissional da saúde, que poderá encontrar a melhor opção de acordo com suas necessidades.

O tratamento agudo nada mais é que o tratamento da crise em si e deve ser iniciado assim que a mesma for identificada. Muitos portadores de enxaqueca retardam o início do tratamento esperando que a dor se resolva sozinha, algo que não irá acontecer.

Os principais medicamentos para o tratamento agudo da enxaqueca são:

  • analgésicos
  • anti-inflamatórios
  • triptanos (medicamentos específicos para enxaqueca que podem ajudar a aliviar a dor e outros sintomas)
  • gepants (nova categoria de medicamentos específicos ainda não presentes no Brasil)

Prevenção

O tratamento preventivo deve ser considerado sempre que a frequência da enxaqueca passar de três a quatro dias ao mês ou nos casos em que as crises sejam incapacitantes.

De modo geral o tratamento preventivo é feito utilizando-se medicamentos, que podem ser aplicados via oral, ou na gordura entre a pele e o músculo (subcutânea), como no caso dos anticorpos monoclonais anti-CGRP, ou diretamente nos músculos (intramuscular), como no caso da Toxina Botulínica Tipo A. Seu objetivo principal é atingir uma diminuição na frequência, intensidade e duração das dores de cabeça, com consequente diminuição da incapacidade gerada pela doença e melhora na qualidade de vida. Normalmente, dura por volta de 12 meses.

Medidas gerais como higiene do sono, alimentação saudável, prática de atividades físicas, hidratação adequada e gerenciamento de estresse podem ajudar no controle das dores.