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Doações

Mieloma múltiplo

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - C90.0

O que é mieloma múltiplo?

Mieloma múltiplo é um tipo de câncer originado de células de defesa chamadas plasmócitos, responsáveis pela produção de anticorpos, parte importante da defesa do organismo.

Estas células, quando doentes, se aumentam de maneira desorganizada, principalmente na medula óssea, que se localiza no interior dos ossos ("tutano do osso") e é responsável pela produção das células sanguíneas. Apesar de pouco frequente se comparado aos tumores sólidos, é o segundo tipo de câncer mais comum no sangue.

A imagem mostra células sanguíneas dentro de um vaso, destacando glóbulos vermelhos e células brancas anormais, como plasmócitos alterados. Representa uma condição associada ao mieloma múltiplo, um câncer que afeta a medula óssea.

Sintomas

A proliferação de plasmócitos anômalos (o plasmócito é responsável pela produção de anticorpos que protegem o corpo de infecções, mas ao sofrerem mutações, viram células malignas e produzem grande quantidade de anticorpos anormais que se acumulam no sangue), pode causar alterações como anemia, lesões ósseas, insuficiência renal e elevação do cálcio no sangue (hipercalcemia). Geralmente, os sintomas do mieloma múltiplo partem destas condições:

  • anemia: a produção de células sanguíneas na medula óssea, quando afetada, pode resultar nessa condição
  • dores nos ossos: persistentes, principalmente nas costas, costelas e bacia, fraturas patológicas
  • insuficiência renal e hipercalcemia: que causa sonolência (sono em excesso) confusão mental
  • baixa imunidade: pode resultar em infecções frequentes, que podem comprometer o sistema imunológico

A dor óssea é o sintoma mais comum e difícil de controlar, o que em muitos casos leva a investigações que acabam por diagnosticar a doença. Fraqueza, fadiga, palidez e taquicardia também são sintomas que podem estar relacionados.

Causas

As causas do mieloma múltiplo podem estar relacionadas com:

  • genética: pessoas com parentes de primeiro grau, como pai e mãe, que tiveram mieloma múltiplo têm um risco um pouco maior de desenvolver a doença
  • idade: com o passar dos anos, o risco de mieloma múltiplo pode aumentar. A doença é mais comum em pessoas com mais de 60 anos, mas pode ocorrer em pessoas mais jovens, em casos raros
  • sexo: a doença acontece com maior frequência em homens do que em mulheres

Diagnóstico

O diagnóstico de mieloma múltiplo geralmente é feito em etapas:

  • exames de sangue: ele pode identificar anemia, além do aumento dos níveis de proteínas no sangue, o que ajuda a mapear a doença
  • exames de urina: pode detectar infecções no corpo que sejam ligadas ao mieloma múltiplo
  • biópsia de medula óssea: amostras que serão examinadas para identificar a presença de algumas células que podem estar relacionadas à doença

Tratamento

O tratamento para o mieloma múltiplo foi um dos tratamentos da hematologia que mais evoluiu na última década. Atualmente há diversas opções de medicamentos disponíveis para o controle da doença, como:

  • quimioterapia: frequentemente usada como parte do tratamento do mieloma múltiplo. Utiliza medicamentos que combatem a proliferação de células tumorais
  • CAR-T Cell: uma modalidade de tratamento inovador, principalmente para doenças hematológicas, como mieloma múltiplo, os linfomas não Hodgkin (LNH) e leucemia linfoblástica aguda. No CAR-T, as células de defesa do paciente são modificadas em laboratório e reintroduzidas no organismo do paciente para combater a doença
  • transplante de medula óssea: pode ser autólogo (da própria pessoa) ou alogênico (quando há um doador). No transplante de medula autólogo, antes de receber quimioterapia que afeta a produção das células do sangue, coletam-se as células-tronco do próprio paciente, que são devolvidas na sequência, para que tenha recuperação da produção das células sanguíneas de forma mais rápida e efetiva. Quando há um doador, são utilizadas células-tronco da medula óssea compatível
  • inibidores de proteassoma: medicamentos utilizados na onco-hematologia, principalmente no tratamento do mieloma múltiplo
  • imunomoduladores: classe de medicamentos orais da família da Talidomida, muito utilizada no tratamento do mieloma múltiplo
  • anticorpos monoclonais (imunoterapia): chamados também de terapia-alvo, são produzidos em laboratório que são projetadas para se ligar a alvo específico presente nas células doentes ou tumorais
  • anticorpos biespecíficos: um tipo de terapia-alvo que atua simultaneamente em dois alvos distintos presentes nas células cancerosas. É como se fosse dois medicamentos em um só
  • radioterapia: tratamento que utiliza radiação ionizante para combater células cancerosas e diminuir o tamanho do tumor
  • terapia de suporte: tratamentos auxiliares usados para controlar ou prevenir sintomas da doença e efeitos colaterais da terapia anticâncer. A terapia de suporte pode incluir analgésicos, suplementação de cálcio, vitamina D, medicamentos que auxiliem na produção dos glóbulos brancos e vermelhos, entre outros

Prevenção

A prevenção de mieloma múltiplo conta com alguns hábitos que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento da doença, como:

  • estilo de vida saudável: preferir uma alimentação com base de frutas, vegetais e grãos integrais, além de praticar exercícios físicos regularmente, pode ajudar a manter o sistema imunológico forte e reduzir o risco de desenvolver câncer, incluindo o mieloma múltiplo
  • evitar exposição a substâncias tóxicas: como produtos químicos conhecidos por aumentar o risco de câncer, como benzeno e pesticidas, pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver mieloma múltiplo
  • limitar a exposição à radiação: evitar a exposição desnecessária à radiação ionizante, como raios-X e radioterapia

Referências

Mieloma Múltiplo - Conitec

Mieloma Múltiplo - Hemorio