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Doações

Esquizofrenia

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - F20

O que é esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno mental que afeta o pensamento, as emoções e o comportamento de uma pessoa. É caracterizada por uma desorganização dos pensamentos, por alucinações, delírios, falta de motivação e alterações significativas na percepção da realidade.

Infográfico sobre esquizofrenia explicando o transtorno mental, diagnóstico clínico e sintomas como delírios, alucinações, pensamento desorganizado, embotamento afetivo e retirada social.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da esquizofrenia incluem:

  • delírios: crenças falsas e fixas que não são facilmente alteradas, mesmo quando confrontadas com evidências contrárias
  • alucinações: como ouvir vozes, ver coisas que não estão lá e ter sensações táteis inexistentes
  • pensamento desorganizado: dificuldade em organizar o pensamento e expressar ideias de forma coerente
  • comportamento desorganizado: seja inapropriado ou imprevisível, principalmente com estranhos
  • embotamento afetivo: expressão emocional limitada, com pouca ou nenhuma demonstração de sentimentos
  • retirada social: isolamento social, dificuldade em estabelecer relações interpessoais

Causas

A causa exata da esquizofrenia não é conhecida, mas acredita-se envolva uma combinação de fatores, como:

  • fatores genéticos: pessoas que têm parentes de primeiro grau com esquizofrenia podem ter um risco maior de desenvolver a doença
  • fatores neurobiológicos: são as alterações no funcionamento do cérebro, em que anormalidades estruturais podem desempenhar um papel na causa de esquizofrenia. Um exemplo é a dopamina, um neurotransmissor (substância química que atua como mensageira no sistema nervoso) envolvido na esquizofrenia, causando disfunção nesse sistema, mais especificamente, uma hiperatividade ou hipersensibilidade em certas áreas do cérebro
  • fatores ambientais: durante o desenvolvimento fetal, como infecções virais, desnutrição, complicações durante a gravidez ou durante o parto
  • fatores psicossociais: eventos estressantes, como traumas, abuso ou estresse crônico

Diagnóstico

O diagnóstico de esquizofrenia envolve um processo clínico realizado por um profissional de saúde mental, como um psiquiatra. Para ser diagnosticado com esquizofrenia, é necessário atender a critérios específicos definidos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), uma referência amplamente utilizada na área de saúde mental.

Tratamento

O tratamento da esquizofrenia é realizado a partir de uma combinação de intervenções médicas, psicológicas e sociais. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas da esquizofrenia, ajudar a pessoa a melhorar a qualidade de vida, reduzir recaídas e promover a independência funcional. As principais modalidades de tratamento para a esquizofrenia são:

  • medicamentos antipsicóticos: remédios que ajudam a controlar os sintomas mais evidentes, como delírios e alucinações
  • terapia psicológica: como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), um módulo que pode ser uma parte importante do tratamento da esquizofrenia. Ela ajuda a pessoa a lidar com sintomas, melhorar a aderência à medicação e trabalhar em questões emocionais e interpessoais
  • terapia de grupo: proporciona um ambiente de apoio onde as pessoas com esquizofrenia podem compartilhar experiências, aprender habilidades sociais e ganhar o suporte de seus pares

Prevenção

A prevenção da esquizofrenia não possui uma fórmula correta, visto que não pode ser totalmente prevenida. No entanto, existem algumas estratégias e medidas que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença, como:

  • identificação precoce e intervenção: podem ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas. Se a pessoa vem tendo sintomas preocupantes, como alucinações, delírios ou pensamento desorganizado, é recomendado procurar ajuda profissional o mais rápido possível
  • evitar o abuso de substâncias: álcool e drogas ilícitas estão associados a um maior risco de desenvolver ou agravar os sintomas da esquizofrenia, especialmente em pessoas com possibilidades genéticas de ter a doença.
  • redução do estresse: ele pode aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia em pessoas geneticamente vulneráveis. É preciso aprender a gerenciar o estresse por meio de técnicas de relaxamento, exercícios físicos e apoio emocional

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