Feocromocitoma
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - D35.0 / C74
- Doença
CID 10 - D35.0 / C74
No nosso corpo, temos pequenas glândulas que ficam logo acima dos rins: são as glândulas suprarrenais, também chamadas de adrenais. Apesar de pequenas, elas têm funções muito importantes. Produzem hormônios essenciais, como:
● cortisol – conhecido como “hormônio do estresse”
● aldosterona – ajuda a controlar o equilíbrio de sódio e água
● hormônios sexuais
● adrenalina e noradrenalina – os famosos hormônios de “luta ou fuga”, liberados quando precisamos reagir rapidamente a um perigo ou emoção forte.
O feocromocitoma é um tumor formado nas células que produzem adrenalina e noradrenalina. A boa notícia é que geralmente é um tumor benigno, ou seja, não costuma se espalhar para outras partes do corpo (não dá metástase). Mesmo sendo benigno, ele pode causar sintomas importantes porque produz hormônios em excesso, como:
Esses sinais acontecem porque o corpo recebe doses muito maiores de adrenalina do que deveria —como se estivesse sempre reagindo a um susto ou se preparando para uma briga.
Em alguns casos, o feocromocitoma não produz hormônios em excesso e não causa sintomas (assintomático).
O feocromocitoma é uma massa (tumor) que se forma quando há um crescimento anormal das células nos órgãos localizados acima dos rins (glândulas suprarrenais), chamadas cromafins. No entanto, a causa exata do que desencadeia esse crescimento ainda é desconhecida.
Em alguns casos, o surgimento do feocromocitoma pode ser relacionado a síndromes genéticas, como a neurofibromatose, a neoplasia endócrina múltipla e a doença de Von Hippel-Lindau.
O diagnóstico do feocromocitoma envolve alguns exames, como:
● exame clínico: análise do histórico médico, para verificar a existência de condições genéticas associadas ao aparecimento do tumor, e investigação dos sintomas relatados pelo(a) paciente, como dor de cabeça, suor excessivo e aceleração dos batimentos cardíacos
● exames de imagem: como ressonância magnética e tomografia computadorizada, para visualizar os órgãos acima dos rins (glândulas suprarrenais)
● exames de sangue: ajudam a identificar se há produção excessiva de adrenalina e noradrenalina
● exame de urina: consiste na coleta de toda a urina coletada ao longo de 24 horas para medir a quantidade de hormônios (catecolaminas) eliminadas pelos rins
Os principais métodos utilizados para tratar o feocromocitoma são:
O tratamento pode variar conforme o tipo e tamanho do tumor e deve ser definido pelo(a) profissional de saúde.
Não é possível prevenir o feocromocitoma, mas o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz. Por isso, ao notar sintomas como dor de cabeça, suor excessivo e aceleração dos batimentos cardíacos, deve-se buscar orientação médica.
Além disso, síndromes genéticas hereditárias, como a neurofibromatose, a neoplasia endócrina múltipla e a doença de Von Hippel-Lindau, podem estar relacionadas com o surgimento do feocromocitoma. Sendo assim, pessoas diagnosticadas com essas ou outras síndromes genéticas devem fazer acompanhamento médico regular, para que qualquer alteração seja identificada precocemente.
A Oncologia e Hematologia do Einstein Hospital Israelita oferece uma jornada de cuidado integral, com excelência, acolhimento e atuação multidisciplinar em todas as etapas, do diagnóstico ao tratamento. O atendimento pode incluir suporte nutricional e psicológico, além de programas de reabilitação e fisioterapia, conforme a necessidade de cada paciente.
O programa foi reconhecido, por cinco anos consecutivos, como o melhor em Oncologia e Hematologia da América Latina e um dos 20 melhores do mundo pela revista Newsweek.
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Cleveland Clinic
MedlinePlus
Gupta PK, Marwaha B. Pheochromocytoma. [Atualizado em 7 de novembro de 2024]. Em: StatPearls [Internet]. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing; jan. de 2025. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK589700/
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Condição em que a tireoide produz hormônios em excesso. Pode causar alterações na saúde
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