Transtorno de compulsão alimentar
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - F50
- Condição
CID 10 - F50
O transtorno de compulsão alimentar é um transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de ingestão de grandes quantidades de alimentos em um período limitado de tempo, acompanhados da sensação de perda de controle sobre o ato de comer. Esses episódios costumam provocar intenso sofrimento emocional e podem ocorrer mesmo na ausência de fome física. Embora fatores emocionais possam desencadear alguns episódios, a compulsão alimentar é uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, psicológicos e ambientais.
Alguns dos principais sinais que indicam a compulsão alimentar são:
O transtorno da compulsão alimentar possui origem multifatorial e resulta da interação entre fatores genéticos, neurobiológicos, psicológicos, familiares e ambientais. Alterações nos mecanismos cerebrais relacionados ao controle da fome, saciedade, recompensa e impulsividade podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno. Além disso, condições como ansiedade, depressão, baixa autoestima, estresse crônico, experiências traumáticas e histórico de dietas muito restritivas estão frequentemente associadas ao seu surgimento e manutenção.
Não se sabe ao certo os mecanismos que levam ao comportamento de compulsão alimentar. Estudos citam neurotransmissores e suas relações entre si como sendo parte dos responsáveis pelas alterações nas pessoas compulsivas.
O diagnóstico da compulsão alimentar geralmente é feito de forma clínica, por meio de uma conversa com um(a) profissional de saúde na qual são feitas perguntas sobre comportamentos, hábitos, pensamentos e sentimentos. Geralmente, alguns critérios específicos são avaliados, como:
O tratamento principal parte da construção de uma relação mais saudável e equilibrada com a comida e a alimentação. Para isso, geralmente é considerado:
Quando não tratada, a compulsão alimentar pode aumentar o risco de obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, complicações no fígado, apneia do sono, além de comprometer significativamente a qualidade de vida, a autoestima e a saúde mental.
Embora não exista uma forma garantida de prevenir o transtorno da compulsão alimentar, algumas estratégias podem reduzir o risco de seu desenvolvimento, como evitar dietas extremamente restritivas sem orientação profissional, desenvolver uma relação mais flexível com os alimentos, aprender estratégias saudáveis de regulação emocional, buscar tratamento para ansiedade e depressão quando presentes e procurar ajuda profissional diante dos primeiros sinais de perda de controle alimentar.
Cleveland Clinic
Ricardo Jonathan Feldman (Registro Profissional: 152148 - SP)
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