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Doações

Transtorno do espectro autista (TEA)

Glossário de Saúde Einstein

CID 11 - 6A02

  • Condição

O que é o transtorno do espectro autista (TEA)?

O transtorno do espectro autista (TEA), também conhecido como autismo, é uma condição do neurodesenvolvimento que geralmente se manifesta na infância e pode persistir ao longo da vida. Afeta o desenvolvimento social (como dificuldade para acompanhar conversas), comunicativo (como repetição de palavras) e comportamental, caracterizado por dificuldades na comunicação social e padrões de comportamento repetitivos ou restritos.  

A denominação “espectro” deve-se à ampla variação de sintomas e níveis de gravidade que podem ser observados em indivíduos diagnosticados.

Atualmente, estima-se que o TEA afete cerca de 1 a cada 36 crianças. Estudos científicos mostram que fatores genéticos estão envolvidos em aproximadamente 70% a 90% dos casos de autismo, especialmente nos quadros que se iniciam precocemente ou associados a atraso do desenvolvimento, deficiência intelectual, epilepsia ou malformações congênitas. Com os exames genéticos, atualmente disponíveis, é possível identificar uma causa genética específica em aproximadamente 20% a 40% das crianças com TEA, percentual que pode ser ainda maior na presença de sinais clínicos associados.

As pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) podem enfrentar desafios na interação social e na fala. Algumas também podem apresentar sensibilidade a estímulos sensoriais, como luzes, sons e texturas.
 

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Sintomas

Os sintomas do transtorno do espectro autista (TEA) variam, mas geralmente são observados nas áreas de interação social, comunicação e comportamento. Algumas das dificuldades enfrentadas por pessoas no espectro podem se manifestar como:

  • dificuldade para manter o contato visual, como resistência em olhar no olho de alguém durante uma conversa
  • limitações para reconhecer expressões e emoções faciais, como compreender ironias, posturas e imitações 
  • comportamentos repetitivos, como gestos em momentos inapropriados
  • sensibilidades sensoriais, em que entender estímulos como cheiros, sabores e texturas pode ser um obstáculo
     
     

Tipos

A classificação do transtorno do espectro autista (TEA) é organizada entre:

  • TEA clássico: o grau de comprometimento da pessoa pode variar, mas uma característica frequentemente observada é o indivíduo ser mais voltado para si. Geralmente, não estabelece contato visual com as pessoas, nem com o ambiente. Pode compreender enunciados simples, mas apresenta dificuldade de compreensão e entendimento de metáforas e frases de duplo sentido. Nas formas mais complexas, o indivíduo demonstra ausência completa de qualquer contato interpessoal
  • TEA de alto desempenho: o indivíduo pode apresentar características semelhantes ao TEA clássico, porém, em menor intensidade na maioria das vezes. Consegue se comunicar com maior facilidade, sendo até mesmo confundido com gênio nas áreas em que mais se interessa
  • distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE): o indivíduo apresenta dificuldade de comunicação e de interação, mas os sintomas não são suficientes para incluí-lo nas demais categorias do transtorno do espectro autista
     
     

Diagnóstico

O diagnóstico do transtorno do espectro autista (TEA) é realizado por um grupo multidisciplinar de profissionais, como médicos(as), psicólogos(as) e psiquiatras, com base em uma avaliação completa do desenvolvimento e do comportamento da pessoa.

O processo diagnóstico em crianças envolve normalmente entrevistas com os pais, familiares próximos e/ou cuidadores. A coleta de informações sobre o desenvolvimento dos pequenos, observações diretas do comportamento e suas interações sociais são fundamentais nesse processo, que também inclui avaliações que identificam padrões de comportamento associados ao autismo.

Já em adultos, o diagnóstico é feito por meio de avaliações conduzidas por profissionais da saúde, como psicólogos(as) e psiquiatras especialistas em transtorno do espectro autista. O paciente é questionado sobre os sintomas que já identificou, transtornos relacionados à comunicação e socialização e padrões de comportamento.
 
 

Transtorno do espectro autista em crianças e adolescentes

Receber o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) desperta sentimentos diversos nas famílias, como surpresa, preocupação e alívio por obter esclarecimentos sobre comportamentos observados. Crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista podem apresentar padrões específicos de comportamento, incluindo interesses limitados e repetitivos. Algumas manifestações comuns são movimentos repetitivos, como balançar-se, girar ou agitar as mãos, e comportamentos que podem causar danos físicos, como morder-se ou bater a cabeça. Frequentemente, eles também desenvolvem rotinas específicas e podem se incomodar com pequenas mudanças.

À medida que crescem, muitas crianças com TEA passam a socializar-se mais e apresentam menos alterações comportamentais, especialmente aquelas com sintomas mais leves. No entanto, algumas continuam enfrentando dificuldades significativas nas habilidades sociais e de comunicação. Durante a adolescência, certos desafios emocionais e comportamentais podem se intensificar, reforçando a importância do acompanhamento especializado contínuo.

O diagnóstico precoce e o tratamento com orientação profissional especializada têm papel fundamental no desenvolvimento das habilidades sociais, comunicativas e de autonomia das crianças e adolescentes com TEA. Uma abordagem multidisciplinar, envolvendo tanto a criança quanto sua família, favorece a construção de um ambiente acolhedor, que impulsiona o crescimento individual e fortalece a independência e qualidade de vida de todos os envolvidos.

Pais e responsáveis, mais informações na página do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental:

Tratamento

Embora não haja uma cura para o transtorno do espectro autista, seu tratamento pode auxiliar no desenvolvimento de habilidades, minimizar desafios e impactar positivamente a qualidade de vida dos pacientes.

É importante ressaltar que o tratamento é individual. Ele considera as necessidades e características de cada um no espectro autista, como idade, nível de funcionamento e sintomas.

Ter uma rede de apoio é fundamental. O treinamento de responsáveis e apoio psicoeducativo podem auxiliar a família a entender melhor o transtorno, desenvolver estratégias que promovem a interação social e o desenvolvimento da criança.

Já o tratamento para adultos no espectro autista é normalmente feito com médicos especialistas. O principal objetivo da terapia é auxiliar o paciente a desenvolver suas habilidades sociais, gerenciar o estresse e responder a mudanças repentinas.
 
 

Prevenção

Não existe uma forma de prevenir o transtorno do espectro autista, mas há opções de tratamento. O diagnóstico e a intervenção precoces são muito importantes, pois podem melhorar o desenvolvimento da linguagem, das habilidades e do comportamento. Entretanto, a intervenção é benéfica em qualquer idade. Embora, em geral, os sintomas do transtorno do espectro autista não desapareçam completamente ao longo do tempo, as crianças podem aprender a desempenhar adequadamente suas atividades diárias. 
 

Perguntas frequentes sobre o transtorno do espectro autista (TEA)

O que é o transtorno do espectro autista?

O transtorno do espectro autista (TEA), mais conhecido como autismo, é uma condição neurológica que afeta o desenvolvimento social, comunicativo e comportamental. Seus sintomas variam amplamente, que podem incluir dificuldade em manter conversas, repetição de palavras e sensibilidade a estímulos sensoriais, como luzes, sons e texturas. O diagnóstico precoce é importante para permitir o suporte adequado ao longo da vida.

Quais são os sintomas mais comuns do transtorno do espectro autista?

Os sintomas do TEA são diversos, mas geralmente incluem: 
 

  • dificuldade em manter contato visual durante conversas 
  • dificuldades em interpretar expressões faciais, emoções ou ironia 
  • comportamentos repetitivos, como movimentos ou gestos inadequados 
  • sensibilidade aumentada a estímulos sensoriais, como cheiros, sabores e texturas
Quais são os tipos de transtorno do espectro autista?

O TEA pode ser classificado em:
 

  • TEA clássico: indivíduos geralmente voltados para si, com pouca interação visual e social, dificuldade em entender metáforas e frases ambíguas. Em casos mais graves podem não apresentar interação social
  • TEA de alto desempenho: apresentam características semelhantes, mas menos intensas, com maior facilidade em comunicação e frequentemente desenvolvendo habilidades avançadas em áreas específicas
  • distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE): dificuldades em comunicação e interação social que não se encaixam nas categorias anteriores
Como é feito o diagnóstico do transtorno do espectro autista?

O diagnóstico é realizado por uma equipe multidisciplinar que inclui médicos(as), psicólogos(as) e psiquiatras, por meio de avaliações detalhadas do desenvolvimento e comportamento. Em crianças, envolvem entrevistas com pais e observações diretas, enquanto em adultos(as), o diagnóstico é feito com base em relatos pessoais e avaliações realizadas por profissionais especializados. O Espaço Einstein – Bem-Estar e Saúde Mental oferece atendimento especializado para o diagnóstico preciso e com equipe especializada.

Como o transtorno do espectro autista afeta crianças e adolescentes?

Crianças e adolescentes com TEA podem apresentar interesses limitados, comportamentos repetitivos e resistência a mudanças na rotina. Alguns comportamentos específicos incluem balançar-se, girar as mãos ou agitação excessiva. O suporte familiar e tratamento especializado são essenciais para desenvolver habilidades sociais e autonomia. O Espaço Einstein – Bem-Estar e Saúde Mental disponibiliza acompanhamento especializado e suporte integral às famílias.

Existe tratamento para o transtorno do espectro autista?

Embora não exista cura, há tratamentos eficazes que melhoram significativamente a qualidade de vida, ajudando no desenvolvimento das habilidades sociais, comunicativas e comportamentais. No Espaço Einstein – Bem-Estar e Saúde Mental, o tratamento é individualizado, considerando idade e nível de funcionamento, com apoio multidisciplinar, envolvendo terapeutas especializados e familiares. 

É possível prevenir o transtorno do espectro autista?

Não existe forma conhecida de prevenir o TEA. No entanto, o diagnóstico e a intervenção precoces podem ajudar no desenvolvimento da linguagem e das habilidades sociais e comportamentais, permitindo uma melhor qualidade de vida ao longo do tempo.

O que oferece e como acessar o Espaço Einstein – Bem-Estar e Saúde Mental?

O serviço oferece acompanhamento especializado para transtorno de espectro autista (TEA) e outras condições de saúde mental, como:
 

  • transtorno da infância e adolescência
  • psicoses
  • controle de impulsos
  • transtorno de humor
  • transtorno de ansiedade
     

Além de consultórios com atendimento psicológico, psiquiátrico e terapias complementares, o Espaço Einstein – Bem-Estar e Saúde Mental oferece amplas e modernas instalações que incluem brinquedoteca com atendimento infantil, sala para terapia em grupo, posto de enfermagem e boxes individuais para medicação.

 

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Referências