Vírus Nipah
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - A98.3
CID 10 - A98.3
O vírus Nipah é um agente infeccioso zoonótico, ou seja, passa de animais para pessoas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com morcegos frugívoros, que se alimentam de frutas, com porcos ou a partir de alimentos contaminados. Também pode acontecer transmissão entre pessoas em situações de contato próximo, especialmente durante o cuidado direto de alguém com a doença.
Identificado pela primeira vez em 1998, o vírus Nipah é monitorado por autoridades de saúde porque, em parte dos casos, pode estar associado a maior risco de complicações e por sua transmissão também acontecer entre humanos. Os surtos do vírus Nipah ocorrem principalmente em países do sul e do sudeste da Ásia, como Índia, Bangladesh e Malásia. Não há registros documentados de casos no Brasil, e a circulação do vírus está associada a contextos locais específicos dessas regiões.
Os sintomas do vírus Nipah costumam aparecer após o período de incubação, que geralmente varia de quatro a 14 dias. Em situações menos frequentes, esse intervalo pode chegar até 45 dias. A infecção pode comprometer principalmente o cérebro (sistema nervoso) e os pulmões (sistema respiratório), com manifestações respiratórias mais intensas em alguns casos.
Os sinais e sintomas iniciais podem incluir:
Em parte dos casos, podem surgir sinais que indicam comprometimento do sistema nervoso (alterações neurológicas) que podem evoluir para inflamação no cérebro (encefalite), tais como:
A suspeita diagnóstica de infecção pelo vírus Nipah é realizada por médicos, a partir da avaliação dos sintomas e do histórico de exposição, especialmente em pessoas que estiveram em regiões com registro de surtos ou tiveram contato próximo com casos suspeitos.
Os exames confirmatórios utilizados incluem:
Ainda não existe um medicamento específico para eliminar o vírus Nipah. O tratamento é voltado para o cuidado da pessoa doente, com medidas de suporte para aliviar os sintomas e ajudar a evitar complicações, que incluem:
Pesquisas avaliam o uso de anticorpos produzidos em laboratório (anticorpos monoclonais). Esses anticorpos reconhecem partes específicas do vírus e ajudam a impedir sua entrada nas células, além de facilitar a ação do sistema de defesa do organismo (sistema imunológico).
Atualmente, não existe vacina aprovada para prevenir a infecção pelo vírus Nipah. No entanto, pesquisadores desenvolvem vacinas candidatas e conduzem estudos clínicos para avaliar a segurança e a capacidade desses imunizantes de estimular a resposta de defesa do organismo.
Enquanto não há uma vacina disponível, a prevenção depende de outras medidas de proteção individuais e coletivas, como:
Não há registros documentados de casos no Brasil. Os surtos ocorrem principalmente em países do sul e do sudeste da Ásia, como Índia, Bangladesh e Malásia.
O risco é considerado baixo, pois a transmissão entre pessoas costuma ocorrer em situações específicas de contato próximo.
O período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas varia geralmente de quatro a 14 dias, podendo chegar a até 45 dias em situações menos frequentes.
Atualmente, não existe vacina aprovada para uso na população. Há vacinas candidatas em estudo.
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