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No Einstein, conforto e qualidade do atendimento são atingidos focando na experiência do paciente e em processos inovadores, como a automação dos leitos
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Hotelaria hospitalar do futuro alia humanização com tecnologia de ponta

No Einstein, conforto e qualidade do atendimento são atingidos focando na experiência do paciente e em processos inovadores, como a automação dos leitos

A hotelaria hospitalar passa por duas grandes transformações. Uma das abordagens mais reconhecidas na qualificação do cuidado envolve a humanização dos ambientes e processos, com a oferta de conforto, a promoção de práticas assistenciais seguras e a contribuição para a melhoria dos desfechos e da segurança do paciente. “É a ideia de criar quartos e outros ambientes com menos ‘cara de hospital’”, resume Claudia Laselva, diretora de Serviços Hospitalares e Práticas Assistenciais do Einstein. Outro movimento, ainda menos conhecido pelo público em geral, refere-se à incorporação de tecnologias avançadas para potencializar a qualidade do cuidado, otimizar a gestão dos serviços de saúde e fortalecer a tomada de decisão.

O diferencial de centros de excelência, como o Einstein, reside na compreensão de que a integração entre a humanização do cuidado e a inovação tecnológica é essencial para a obtenção de melhores desfechos e para a efetiva promoção da segurança e conforto do paciente.

A um toque de distância

Hospitais de referência estão atravessando uma fase de automação dos leitos – e de outros ambientes. Por meio de um único equipamento (como um tablet na beira do leito), o paciente consegue mudar o canal da televisão ou a temperatura do ar condicionado, abrir as janelas, encontrar um mapa do hospital…

Mais do que isso: no Einstein, é possível usar esses dispositivos para solicitar pedidos específicos, da alimentação à retirada de um soro, passando por questões de higiene e manutenção. “A pessoa sabe quando pediu e a equipe enxerga quanto tempo levou para essa solicitação ser resolvida. Com isso, a experiência do paciente melhora e descobrimos pontos críticos no atendimento, através de indicadores objetivos”, conta Laselva.

O Einstein possui uma pós-graduação em Hotelaria Hospitalar, para diferentes profissionais interessados em atuar no setor.

A integração dessas tecnologias contribui para a qualificação e otimização do cuidado ao permitir que demandas não assistenciais sejam gerenciadas de forma automatizada e eficiente. Esse recurso reduz a sobrecarga da equipe de enfermagem, favorecendo a priorização de atividades de maior complexidade clínica e garantindo uma assistência mais segura, resolutiva e centrada nas necessidades dos pacientes.

Essa estratégia também contribui para a redução da sobrecarga da equipe assistencial, permitindo a priorização de atividades de maior complexidade clínica. Em análise interna realizada, observou-se que apenas 31% das solicitações dos pacientes estavam diretamente relacionadas à assistência de enfermagem, enquanto 61% correspondiam a demandas direcionadas a serviços de apoio, como rouparia, nutrição e manutenção, entre outros. Isso evidencia o potencial dessas tecnologias na organização das demandas e na qualificação do tempo dedicado ao cuidado.

“Isso desonera a equipe assistencial, que otimiza o tempo para realizar as atividades assistenciais relacionadas diretamente o cuidado ao paciente”, explica Graziela Bomfim, coordenadora de Produtividade de Pessoas e Product Owner (PO) da Central de Monitoramento Assistencial (CMOA).

Nessa linha, o Einstein conduziu testes com robôs de aspecto humanoide que entram nos quartos, passam informações gerais e fazem perguntas básicas iniciais. “Seria algo para o futuro, mas sempre estamos avaliando novas soluções”, reitera Laselva.

A proposta é avançar na integração do histórico clínico às interfaces disponíveis nos leitos, favorecendo o acesso à informação pelo paciente e ampliando sua compreensão sobre o próprio plano de cuidado. Esse recurso também potencializa a comunicação entre profissionais de saúde e pacientes, promovendo o compartilhamento de informações de forma clara e acessível. Nas telas dos leitos automatizados, há inclusive a funcionalidade que permite aos profissionais realizarem ilustrações e esquemas visuais, facilitando a explicação de procedimentos, diagnósticos e condutas terapêuticas.

Infográfico sobre Hotelaria hospitalar do futuro alia humanização com tecnologia de ponta
Infográfico sobre Hotelaria hospitalar do futuro alia humanização com tecnologia de ponta

Conforto para momentos difíceis

A funcionalidade de um leito hospitalar é primordial. Mas já há algum tempo os quartos dos centros de referência vêm passando por reformas para torná-los mais agradáveis. No Einstein, é possível ver pisos com tons que fogem daquele branco tradicional, quadros nas paredes, iluminação amena, janelas amplas…

“Temos unidades de UTI que comportam familiares 24 horas por dia. Nessa estrutura, há uma cama adicional, banheiro etc. E não há restrição de horário de visita”, complementa Laselva. “Humanizar o cuidado alivia o sofrimento e ajuda o paciente a atravessar quadros complexos”.

O Einstein possui uma pós-graduação em Hotelaria Hospitalar, para diferentes profissionais interessados em atuar no setor.

O Einstein tem buscado aplicar esses princípios também nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) sob sua gestão. Há, em certas situações, limitações orçamentárias ou estruturais, especialmente em hospitais já existentes e em funcionamento no momento em que a administração foi assumida. Ainda assim, ações concretas têm sido implementadas para promover a individualização do cuidado, mesmo em ambientes compartilhados.

Um exemplo é a adoção de sistemas de iluminação direcionada para cada leito em enfermarias coletivas, permitindo a realização de procedimentos noturnos sem comprometer o descanso dos demais pacientes. Além disso, medidas voltadas à garantia de privacidade, conforto térmico e ventilação adequada têm sido priorizadas, reforçando o compromisso com a humanização e a qualificação do ambiente de cuidado.

“Quando estamos presentes desde o início do projeto, fazemos uma consultoria para otimizar a hotelaria hospitalar e a experiência do paciente. Nas unidades públicas que já estavam operando antes da nossa chegada, no mínimo implementamos adaptações”, aponta Laselva.

Comida (boa) de hospital

Segurança alimentar e saúde constituem premissas fundamentais da gestão nutricional no Einstein Hospital Israelita, que realiza, em média, 6 500 refeições diárias destinadas exclusivamente aos pacientes — além da produção voltada para colaboradores e corpo clínico.

Para assegurar a qualidade e a segurança dos alimentos ofertados, adota rigorosos processos de controle, incluindo inspeções internas sistemáticas para verificar a conformidade dos itens alimentícios e dos equipamentos utilizados, bem como auditorias externas realizadas periodicamente, com frequência semestral. Essas medidas visam mitigar riscos de contaminação, garantir a segurança sanitária e contribuir para a recuperação, conforto, segurança e o bem-estar dos pacientes.

“Priorizamos sempre a segurança alimentar e a oferta de um cardápio equilibrado, adaptado a condições específicas. Ao mesmo tempo, incorporamos medidas que tornam as refeições mais prazerosas.”

Priscila Barsanti, gerente de Nutrição do Einstein

No Einstein, os pacientes podem selecionar, no dia anterior, entre diferentes opções de almoço e jantar, por meio de aplicativo no seu próprio celular ou tablet disponível nos leitos automatizados. Esse processo é integrado a um sistema que estima, de forma precisa, as quantidades necessárias de cada item, otimizando a cadeia de suprimentos e a gestão de fornecedores.

O cardápio é planejado para atender às distintas necessidades nutricionais, contemplando dietas específicas para condições clínicas variadas, além de oferecer alternativas para restrições alimentares, como dietas vegetarianas, veganas e outras orientadas por prescrições médicas ou preferências individuais. “Sempre vemos o que é possível ajustar para confortar a pessoa”, afirma Priscila Barsanti.

A preocupação com a sustentabilidade também se reflete na forma como as refeições são apresentadas. Alinhado às melhores práticas ambientais e à tendência global de redução do uso de plásticos, o Einstein tem promovido a substituição progressiva de utensílios plásticos descartáveis por opções mais sustentáveis, como peças em louça e materiais reutilizáveis. Essa iniciativa busca não apenas minimizar o impacto ambiental, mas também oferecer maior conforto aos pacientes durante as refeições.

Há cerca de 300 colaboradores trabalhando na cozinha do Einstein, que funciona 24 horas por dia

A desospitalização

Os hospitais do futuro tendem a se concentrar cada vez mais no atendimento de casos urgentes, complexos ou de alta gravidade, uma vez que a hospitalização representa um custo elevado e, sempre que possível, os pacientes preferem retomar suas atividades cotidianas rapidamente. Nesse contexto, têm sido desenvolvidas estratégias inovadoras para oferecer cuidado seguro fora do ambiente hospitalar, especialmente em quadros clínicos estáveis ou de menor complexidade.

O Einstein tem atuado nesse movimento, ampliando as possibilidades de assistência domiciliar e ambulatorial. Um exemplo envolve o tratamento antibiótico endovenoso. Anteriormente, ele exigia internação, mas, atualmente, pode ser realizado de duas maneiras, conforme a indicação clínica:

  1. Administração da medicação no próprio hospital, de forma ambulatorial, com retorno imediato do paciente para casa.
  2. Aplicação domiciliar, conduzida por uma equipe especializada do Einstein, com visitas programadas de até três vezes ao dia.

Essas alternativas reforçam o compromisso com a desospitalização segura, a eficiência do cuidado e a valorização da experiência do paciente.

“Temos ainda uma iniciativa na qual fazemos uma internação domiciliar de pacientes com quadros agudos e de baixa complexidade”, afirma Laselva. Broncopneumonias não complicadas e infecções do trato urinário são exemplos — claro que cada caso é individualizado e devidamente selecionado.

Nesses modelos de cuidado domiciliar, o paciente permanece sob acompanhamento contínuo por meio de dispositivos portáteis e tecnologias vestíveis, que permitem o monitoramento remoto de parâmetros clínicos essenciais. A assistência inclui de uma a três visitas diárias da equipe multiprofissional para administração de medicamentos, realização de procedimentos e suporte presencial, complementadas por consultas médicas virtuais sempre que necessário.

O Einstein mantém uma estrutura de telemedicina ativa, garantindo disponibilidade para esclarecer dúvidas e intervir prontamente diante de qualquer necessidade. Em casos de intercorrência ou sinais de descompensação clínica, está assegurada a transferência imediata e prioritária do paciente para uma unidade da rede.

No mais, a organização possui serviços como o “Einstein até você”, com visitas a domicílio. A estratégia é especialmente útil para pacientes crônicos.

A hotelaria hospitalar do futuro está fundamentada na valorização integral do bem-estar do paciente. Ela ultrapassa a ideia de “luxo” e concentra-se na adoção de tecnologias, processos e soluções baseadas em evidências, capazes de promover conforto, acolhimento e excelência assistencial. É nesse direcionamento que o Einstein tem estruturado sua abordagem, incorporando práticas que aliam humanização, eficiência e segurança.

Por meio de um conjunto de estratégias voltadas ao aumento da eficiência no cuidado,

o Einstein estima ter evitado, entre 2010 e 2024, um investimento aproximado de R$ 487 milhões relacionado à construção de novos leitos

– e isso só com custos estruturais, sem incluir os recursos adicionais que seriam necessários para a operação desses leitos.