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Investimentos em hotelaria hospitalar para aumentar a segurança e o conforto ajudam os pacientes a conviverem melhor com a doença
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Personalização do atendimento e humanização dão forças para enfrentar o câncer

Investimentos em hotelaria hospitalar para aumentar a segurança e o conforto ajudam os pacientes a conviverem melhor com a doença

Sim, o avanço dos tratamentos contra o câncer propicia maior perspectiva para se falar em cura. No entanto, a jornada deste paciente, no contexto geral, continua complexa, exigindo interação frequente ao Centro Oncológico de referência por um período prolongado. Por isso, ele precisa de um cuidado especialmente acolhedor e seguro para preservar a qualidade de vida.

No Einstein, a excelência do atendimento é norteada pela sigla SPA.

  • S de segurança
  • P de paixão em servir
  • A de atenção aos detalhes

Segurança

Durante as internações, a pessoa com câncer pode apresentar algumas alterações, tais como tontura e fraqueza muscular, aumentando o risco de queda. Desse modo, parte dos leitos do Einstein possui câmeras que facilitam a supervisão do paciente pela Central de Monitoramento Assistencial (CMOA), que remotamente apoia a equipe responsável pela assistência presencial. Há programas de IA em fase final de testes que são capazes de, por meio da câmera, reconhecer se a pessoa está em risco de sofrer uma queda ou se está deitada na mesma posição por muito tempo. Essa tecnologia reduz o risco de possíveis fraturas e de lesões por pressão, o que é indesejável em alguém que já está lidando com o câncer.

Além disso, outras tecnologias são utilizadas pela CMOA para disparos de cerca de 115 alertas, favorecendo a administração de medicações no horário correto e a antecipação de deterioração clínica importante, entre outros benefícios.

Há ainda particularidades de tratamentos que demandam infraestrutura diferenciada. Veja o caso de pacientes que recebem transplante de medula óssea. Em decorrência do procedimento, essas pessoas ficam temporariamente com o sistema de defesa do corpo muito debilitado contra vírus, bactérias e outros patógenos. "Estamos falando de pessoas, inclusive crianças, que ficam semanas  em um quarto com rigoroso controle de pessoas, alimentos, ar e água para evitar contaminações e infecções", conta Daniela Vivas, gerente assistencial da Oncologia do Einstein.

“Um diferencial do Einstein é o tratamento da água que entra nesses leitos. Ele é feito em uma central própria. Essa água é superaquecida e hiperclorada para garantir a ausência de vírus e bactérias”

Daniel do Espirito Santo, gerente de operações em Oncologia do Einstein

Paixão em servir e atenção aos detalhes

“A lógica é tornar o quarto o mais conectado possível com o ambiente vivenciado previamente pelo paciente, por meio de amplas janelas que permitem iluminação natural, fotos dos familiares e amigos, entre outras estratégias", destaca Daniela.

Isso também é palpável de se observar nas refeições. De um lado, o Einstein investiu em trocar utensílios descartáveis pela louça, o que é positivo tanto pensando na sustentabilidade como na apresentação. Do outro, a organização fez uma série de mudanças para individualizar a dieta de acordo com preferências do paciente e necessidades do quadro.

“A alimentação faz a diferença. Sabemos que receber as calorias e os nutrientes adequados ajuda a pessoa a tolerar o tratamento e a responder melhor a ele”, destaca Bárbara Leoncio, nutricionista clínica do Einstein. “Por outro lado, os tratamentos podem gerar efeitos colaterais que dificultam a aceitação alimentar, então precisamos oferecer alternativas”, completa.

Pensando nisso, o Einstein oferece um cardápio digital no qual o paciente escolhe, no dia anterior, entre diferentes opções de pratos. “No caso da Oncologia, flexibilizamos ainda mais as opções de refeições”, diz Bárbara.

Ou seja, o paciente conversa com o nutricionista para fazer adaptações que o ajudem a comer melhor. Às vezes, isso passa por trocar um item do cardápio. Às vezes, por oferecer uma refeição diferenciada em momentos específicos, ou por deixar de lado pratos que foram associados a momentos de estresse.

Para isso dar certo, no entanto, é necessário conhecera pessoa com câncer. Daí porque os pacientes oncológicos do Einstein são via de regra visitados presencialmente por um nutricionista no dia da internação, e há um monitoramento frequente. “Conseguimos melhorar bastante a satisfação do paciente com esse cuidado nutricional próximo”, reforça Bárbara.

Além disso, há iniciativas constantes para incluir os pacientes, principalmente as crianças, em ações de Nutrição. Oficinas de pizza, aulas para fazer nhoque… Os pacientes pediátricos em tratamento oncológico frequentemente têm à disposição atividades do tipo, que trazem diversão em um momento crítico da vida, além de aproximá-los da comida, para que tenham maior interesse pela alimentação.

Há também uma atenção especial na montagem e apresentação dos pratos a serem servidos. Os pratos infantis tem o Mascote Albert em sua estampa e diariamente são produzidas montagens lúdicas com os alimentos, com forminhas de coração, flores, bichinhos, etc.

Datas comemorativas são celebradas com atividades lúdicas para os pacientes internados e em tratamento ambulatorial no Einstein. O objetivo é melhorar a qualidade de vida e trazer ânimo

Na Oncopediatria, aliás, um desafio é fazer a criança compreender o tratamento, e o motivo pelo qual está perdendo o cabelo, ou mesmo recebendo uma sonda. Para compensar isso, recursos lúdicos têm sido usados por centros de referência.

No Einstein, algumas crianças com câncer participaram da criação de um boneco chamado Albert. O mascote é um porco espinho através do qual os profissionais conseguem mostrar tudo o que vai acontecer com a criança de um modo leve. “Nós tiramos os espinhos para ilustrar a perda de cabelo, temos acessórios que inserimos no boneco para mostrar o que é um cateter ou uma sonda”, exemplifica Daniela Vivas.

Na radioterapia, o procedimento é explicado com o auxílio do boneco. Máscaras posicionadoras são decoradas, conforme preferência do paciente, e também há a opção de assistir a um filme durante a sessão do tratamento. "Essas estratégias são aplicadas para minimizar o desconforto do paciente, evitando a administração de múltiplas anestesias na criança", diz Daniela.

O porco-espinho Albert alegra as crianças com câncer, e ajuda a entendê-las certos procedimentos médicos (créditos: Lucas Gali/E6 Imagens)

O porco-espinho Albert alegra as crianças com câncer, e ajuda a entendê-las certos procedimentos médicos

(créditos: Lucas Gali/E6 Imagens)

Albert virou o mascote da Oncologia e Hematologia Pediátrica do Einstein (créditos: Lucas Gali/E6 Imagens)

Albert virou o mascote da Oncologia e Hematologia Pediátrica do Einstein 

créditos: Lucas Gali/E6 Imagens)

Um Cancer Center humanizado

Uma tendência da Oncologia é a criação de centros que suprem todas as necessidades em um mesmo local, o que garante agilidade e mais qualidade ao tratamento. Esse modelo, apelidado de one stop shop, está sendo implantado no projeto do Parque Global do Einstein, previsto para ser inaugurado em 2027. E a promoção do bem-estar foi pensada desde o início do projeto.

O Cancer Center do Einstein abrange uma área de 40 mil metros quadrados, com cerca de 190 leitos para diferentes fins

“Isso vai desde um alto nível de automação e de processos que garantem segurança e excelência no cuidado até uma ambiência acolhedora”, reforça Daniel do Espirito Santo. Todos os leitos serão automatizados, com câmeras que se valem de IA para monitorar o paciente, por exemplo. E também possuirão uma decoração aconchegante, além de lençóis, colchões e afins de alta qualidade.

É unindo tecnologia, segurança e humanização que a hotelaria hospitalar contribuirá para o sucesso do tratamento oncológico.

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