O Einstein é, por exemplo, uma referência na radioembolização de metástases do fígado, um procedimento que leva moléculas radioativas para esses focos de câncer através dos vasos sanguíneos – e usando exames como a cintilografia e PET-Scan como guias. A organização também conta com uma sala híbrida capaz de utilizar recursos da Medicina Intervencionista em meio a cirurgias complexas. E adquiriu um equipamento de ultrassom focado de alta intensidade (HIFU, na sigla em inglês) para lidar com problemas neurológicos, como o tremor essencial e alguns casos de doença de Parkinson.
Tamanha estrutura resulta da cultura do Einstein de adotar novas tecnologias precocemente, de modo a desenvolver conhecimento e disseminar as melhores práticas, interna e externamente. Segundo estudos e dados de vida real, a Medicina Intervencionista traz benefícios como:
- Menor risco de complicações;
- Menor tempo de recuperação e de internação;
- Perspectiva de retorno mais rápido às terapias de base;
- Aumento de chance de sucesso do tratamento como um todo;
- Custo-efetividade, considerando outras alternativas (por exemplo, cirurgias de maior porte ou complexidade).
Além disso, o médico que atua em uma organização com uma Medicina Intervencionista altamente desenvolvida terá a oportunidade de, ao menos, aprender a indicar (ou contraindicar) essas intervenções, mantendo-se atualizado em uma tendência que não para de se expandir.
Ora, um relatório da Global Market Insights avaliou o mercado de Radiologia Intervencionista em 28,1 bilhões de dólares. Em 2032, espera-se que esse valor chegue a 43,9 bilhões de dólares – o que significa uma utilização cada vez mais ampla, principalmente em centros de referência.
Para lidar com a complexidade crescente, incorporar precocemente novos conhecimentos e oferecer esse cuidado para os pacientes, o Einstein desenvolveu diferentes subgrupos dentro da Medicina Intervencionista. Cada um é integrado por profissionais ultraespecializados, que realizam os procedimentos e dão suporte para médicos que pretendem indicar algum procedimento do tipo. Há grupos para diferentes tipos de câncer, para intervenções endovasculares, para casos envolvendo a artéria aorta e por aí vai.
“Nós funcionamos como um centro para onde convergem múltiplas especialidades. Somos contatados para agir em situações clínicas primariamente, algumas de forma emergencial, ou para complementar tratamentos convencionais, de acordo com as demandas de cada caso”, diz Gobbo.
A integração da Medicina Intervencionista com outras áreas é uma tendência que vem sendo incorporada em centros de referência, como o Einstein. Além da sala cirúrgica híbrida, a organização tem investido em inovações que partem da Medicina Intervencionista, como é o caso da Teranóstica, que funde tratamento e diagnóstico. E, por meio de sua estrutura de Ensino, oferece especializações e cursos em Medicina Intervencionista, o que ajuda a preparar os profissionais para o futuro.
Outra seara que deve ganhar espaço envolve intervenções “sem quaisquer incisões”. O HIFU, de novo, é um exemplo. Não à toa, o Einstein já usa essa tecnologia (ou vertentes dela) para condições além do tremor essencial.
Em um primeiro momento, incorporar esse tipo de tratamento agrega custos. Porém, estudos de economia da saúde realizados no próprio Einstein têm buscado encontrar uma equação capaz de disseminar essas intervenções – inclusive em hospitais do SUS geridos pela organização.
Espera-se que, com o tempo, as tecnologias e os materiais também se tornem mais baratos, o que empurraria essa gama de tratamentos para mais gente.