Procedimentos minimamente invasivos guiados por imagens podem garantir mais precisão, segurança e qualidade de vida. Mas exigem um uso racional, amparado por critérios científicos
Dores crônicas ou de difícil controle, tumores ósseos, tratamentos em regiões como a coluna vertebral… É para lidar com casos complexos que a Medicina Intervencionista tem ganhado força na Ortopedia (e em outras especialidades).
Como exemplo, é possível citar os procedimentos que visam bloquear um nervo para controlar a dor no joelho ou na coluna. Realizar esse tipo de tratamento apenas pelo conhecimento anatômico abre brechas para erros. “O médico não tem certeza se está na posição correta", aponta Laercio Rosemberg, médico radiologista e intervencionista do Einstein.
Já com o apoio de exames de imagem em tempo real (um componente definidor da Medicina Intervencionista), isso muda de figura. Quando guiados por métodos de imagem – que podem ser ultrassonografia, radioscopia, tomografia computadorizada –, esses procedimentos garantem que a agulha atingirá o local preciso onde está o nervo.
É justamente a navegação desses equipamentos por dentro do corpo que tem evoluído tremendamente. No Einstein, uma estrutura chamada O-Arm e o robô cirúrgico Mazor têm facilitado a vida dos profissionais. “É como um joystick e um GPS. O equipamento vai dizendo para o médico exatamente onde a agulha está indo”, compara Rosemberg.
Em paralelo, outros métodos de imagem são usados de maneira complementar. “Na Medicina Intervencionista, usamos múltiplas técnicas de imagem ao mesmo tempo”, completa.
A Medicina Intervencionista, aliás, tem sido ampliada para casos de prevenção da dor. Antes de cirurgias como a artroplastia de joelho, os profissionais de saúde do Einstein já utilizam a crioablação (o congelamento de nervos com procedimentos minimamente invasivos) para diminuir o incômodo que o paciente geralmente sente na fase de recuperação.







