Pular para o conteúdo principal
Doações

Hospital do Futuro

Filtrar por:
De bebês ainda na barriga a idosos, é possível recorrer à Medicina Intervencionista para enfrentar certas doenças cardíacas
Medicina IntervencionistaCardiologia

Cardiologia Intervencionista traz soluções para casos complexos, em qualquer etapa da vida

De bebês ainda na barriga a idosos, é possível recorrer à Medicina Intervencionista para enfrentar certas doenças cardíacas.

Feita pela primeira vez no final dos anos 1960 nos Estados Unidos, a cirurgia de revascularização do miocárdio, chamada popularmente de cirurgia de ponte de safena, foi um marco na Cardiologia. A possibilidade de fazer o sangue refluir colocando uma espécie de ponte para ultrapassar a obstrução mudou o prognóstico de pacientes com alto risco de infarto.

Já na década seguinte, veio um novo marco: o surgimento da Cardiologia Intervencionista, com a adoção de técnicas capazes de desobstruir artérias sem abrir o peito – com menor tempo de internação e maior conforto. Desde então, a Medicina Intervencionista comemora novos feitos com frequência, aumentando o número de doenças que é capaz de enfrentar, e integrando cada vez mais o rol de estratégias terapêuticas da Cardiologia.  

Data do início dos anos 2000 a utilização do primeiro stent farmacológico – o aparecimento dessa tecnologia reduziu os problemas com a cicatrização no local da obstrução, o que poderia causar um novo entupimento no local. Hoje, é possível corrigir até mesmo danos estruturais do coração, como problemas nas quatro válvulas, através do cateterismo.

“Por meio de procedimentos intervencionistas, hoje conseguimos mexer na própria estrutura do coração sem uma cirurgia aberta”, diz Marcelo Franken, gerente médico da Cardiologia do Einstein. Feito impensável décadas atrás.

Para isso, a Cardiologia Intervencionista se beneficia da tendência de miniaturização de dispositivos, que facilita a inserção de equipamentos para lidar com precisão contra doenças graves. O Einstein já usa há anos “clipes” que são inseridos pelos vasos sanguíneos para corrigir casos de insuficiência cardíaca e a insuficiência da válvula mitral, ou da válvula tricúspide, só para ficar em dois exemplos.  

Esse clipe mede aproximadamente 4 milímetros de largura por 18 milímetros de comprimento (o tamanho de um grão de amêndoa) e, uma vez lá, ajuda a normalizar o fluxo sanguíneo. O procedimento - minimamente invasivo - é realizado sob anestesia geral e dura, em média, de duas a três horas.

Infográfico sobre Cardiologia Intervencionista traz soluções para casos complexos, em qualquer etapa da vida
Infográfico sobre Cardiologia Intervencionista traz soluções para casos complexos, em qualquer etapa da vida

Um estudo realizado nos Estados Unidos e no Canadá mostrou a eficácia desses novos dispositivos em pacientes com insuficiência cardíaca e insuficiência mitral juntas. Na pesquisa, 614 pacientes voluntários foram divididos em dois grupos, por sorteio. O primeiro permaneceu só com a medicação, enquanto o segundo recebeu os clipes através de um acesso endovenoso.

Os resultados foram positivos, com esse benefício mantido mesmo após cinco anos do tratamento. O grupo submetido a esse procedimento intervencionista apresentou uma mortalidade 28% menor na comparação com o que recebeu apenas os remédios. Além disso, os pacientes tiveram um risco 67% menor de hospitalizações por insuficiência cardíaca e uma significativa melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida. Os achados foram publicados em uma das mais prestigiosas revistas científicas da área médica, a The New England Journal of Medicine.

Qual a vantagem das técnicas da Cardiologia Intervencionista? “As doenças degenerativas costumam aparecer após a sétima década de vida. E os pacientes mais velhos exigem cuidados especiais com cirurgias”, observa Pedro Lemos, diretor do Programa de Cardiologia do Einstein. “Intervenções menos agressivas, portanto, ajudam a preservar a saúde dos idosos”, completa.

Da mesma forma que beneficiam o topo da pirâmide etária, as técnicas da Cardiologia Intervencionista mudam o prognóstico de recém-nascidos com cardiopatias congênitas.

1% dos nascidos vivos possuem alguma doença cardíaca congênita, segundo o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês). 

Hoje, é possível operar as crianças ainda no útero ou nos primeiros meses de vida graças a esse tipo de procedimento. “Temos um enorme arsenal terapêutico para recém-nascidos”, enfatiza Lemos.

Mas a Medicina Intervencionista não pretende substituir por completo as cirurgias convencionais. Segundo Lemos, com alguma frequência, a cirurgia é a melhor opção. Procedimentos híbridos, onde a Medicina Intervencionista e a cirurgia atuam lado a lado, também são uma possibilidade. “Corrigimos uma parte por meio do cateterismo, e uma parte por via cirúrgica, que se torna menos agressiva e de menor porte”, explica. "Cada vez mais a abordagem híbrida tem sido realizada", complementa. A sala híbrida do Einstein é um espaço programado para esse tipo de ação combinada, tanto em casos de cardiopatias congênitas quanto em outras fases da vida. Outra opção menos invasiva, restrita a alguns casos, é a cirurgia cardíaca robótica. E o Einstein é pioneiro nesta técnica no Brasil.

Diante de uma tendência tão forte – e com tantos benefícios – cabe se preparar e ajustar a equipe e a infraestrutura. Como o Einstein tem feito.

Especialidades

Outros conteúdos de Cardiologia

Einstein cria toda uma estrutura para personalizar a prevenção e o tratamento de doenças que afetam o coração

Cardiologia de Precisão para ir além da média

Einstein cria estrutura para personalizar a prevenção e o tratamento de doenças cardíacas

Einstein aplica recursos de IA para ajudar a prevenir, diagnosticar precocemente e tratar doenças cardíacas

IA dá sentido aos dados sobre saúde cardiovascular

Einstein usa esses recursos para prevenir, diagnosticar e tratar doenças cardíacas

Do prontuário eletrônico à telemedicina, recursos digitais se tornam cada vez mais importantes para disseminar um atendimento de excelência

Saúde Digital otimiza cuidados cardiológicos

Do prontuário eletrônico à telemedicina, ela promove um atendimento de excelência