Einstein cria toda uma estrutura para personalizar a prevenção e o tratamento de doenças que afetam o coração.
Evidências científicas mostram, há tempos, que a pressão arterial deve ser reduzida, o colesterol deve ser controlado, a glicemia deve ser compensada. Logo, médicos prescrevem com frequência várias classes de medicamentos para pessoas com hipertensão, colesterol alto e diabetes. Mas um dos desafios é ir além, e focar no indivíduo. Qual a melhor dose para a essa pessoa que está na minha frente? Qual tipo de medicamento? Há outros tratamentos que poderiam entrar em cena? O que mais recomendar e fazer para que, no fim, o risco de doenças cardiovasculares seja diminuído ao máximo?
Aproveitando-se da alta profusão de dados populacionais sobre problemas cardiovasculares – e da cada vez maior disponibilidade de informações sobre particularidades daquele paciente sentado no consultório –, a Cardiologia se encontra em uma posição especial dentro do contexto da Medicina de Precisão, e é capaz de responder questões como as citadas acima. Aliás, questões muito mais complexas do que aquelas.
“O aumento na expectativa de vida do cardiopata se deve aos avanços e a esse conhecimento acumulado na Cardiologia. Já sabemos o que é bom para todo mundo. Agora estamos aprofundando o conhecimento do que é bom para você em particular, ou seja, para cada indivíduo”.
Pedro Lemos, diretor do Programa de Cardiologia do Einstein.
A Cardiologia do Einstein opera nesses termos há tempos, com base nos 4Ps da Medicina de Precisão:
- Predição genética;
- Prevenção (com rastreamentos e exames personalizados);
- Personalização do tratamento;
- Participação do paciente,
Esses pilares, quando bem integrados na prática de um hospital, trarão respostas cada vez mais precisas sobre o diagnóstico, o prognóstico e o tratamento. “É preciso ter precisão em todas essas etapas do cuidado daquele indivíduo”, explica Lemos.
No lado da predição genética, o Einstein conta com um serviço próprio de testagem e aconselhamento, chamado de Predicta. Por meio dele, é possível buscar alterações no genoma e estimar o risco genético de cerca de 12 doenças cardiovasculares (além de outras). O Einstein também conta com a Genesis Genomics, uma operação em conjunto com o Grupo Fleury que oferece soluções integradas em genômica, com um parque técnico de última geração.
A elaboração de um laudo genético auxilia o cardiologista a definir o melhor tratamento para controle ou prevenção de uma doença, agindo de forma preventiva e personalizada. “No futuro, os testes genéticos e moleculares se popularizarão ainda mais”, prevê Marcelo Franken, gerente médico da Cardiologia do Einstein.
Veja o caso da miocardiopatia hipertrófica (quando o coração fica tão musculoso que perde sua função). Essa condição provoca insuficiência cardíaca e risco de morte súbita por arritmias. Cerca de metade dos casos possui origem genética. Nessas situações, fazer a investigação é fundamental não só para o paciente como para seus familiares, que podem sofrer da mesma doença de forma ainda silenciosa. O aconselhamento dos familiares é outro serviço já realizado no Einstein.
O Ensino do Einstein oferece uma Especialização Híbrida em Medicina de Precisão, além de cursos sobre testes genômicos e sua aplicabilidade na Cardiologia (e demais áreas).
A descoberta de alterações genéticas também otimiza recursos do sistema de saúde e do próprio paciente ao auxiliar na escolha de tratamentos mais efetivos. Se determinado tratamento só funciona para pessoas com uma característica genética específica, melhor destinar esse recurso apenas a eles – e economizar o dinheiro que seria “desperdiçado” em quem mal se beneficiaria com outras medidas. Daí porque se espera que a genética entre com maior força na saúde pública.
A Cardiologia de Precisão beneficiará, de modo particular, os pacientes refratários aos tratamentos convencionais e os com doenças cardíacas raras. No Einstein, a investigação genética e molecular está incorporada na Cardiologia para certos casos complexos. Esses casos são debatidos no chamado Heart Team, um grupo de profissionais de diferentes especialidades que se une para avaliar e planejar o melhor caminho a seguir nessas situações desafiadoras.
O Einstein, aliás, conta com ultraespecialistas capazes de aconselhar médicos que se deparam com um paciente com uma doença cardíaca rara ou especialmente complexa – ou a suspeita disso. É uma forma de orientar profissionais e disseminar o cuidado de qualidade.
A Medicina de Precisão incorpora inovações de diferentes áreas. Com base na IA, será mais fácil encontrar padrões nos dados para personalizar o cuidado. Dispositivos vestíveis, como relógios inteligentes, trarão mais informações para o médico.
Tudo isso, no fim das contas, contribui para tomadas de decisão dos profissionais de saúde mais embasadas em evidências reais e nas melhores práticas. Um ambiente que o Einstein batalha para proporcionar todo dia.
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