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Einstein aplica recursos de IA para ajudar a prevenir, diagnosticar precocemente e tratar doenças cardíacas
IA e Big DataCardiologia

Inteligência Artificial dá sentido aos inúmeros dados disponíveis sobre saúde cardiovascular

Einstein aplica recursos de IA para ajudar a prevenir, diagnosticar precocemente e tratar doenças cardíacas

Um infarto e vários outros problemas que ameaçam o coração podem ser provocados por muitos fatores de risco (obesidade, consumo de álcool, sedentarismo, poluição, estresse etc), que inclusive interagem entre si e com características biológicas da pessoa. E cada vez mais esses fatores geram dados – por exemplo, por meio de aplicativos que registram peso, prática de exercícios e afins ou prontuários eletrônicos. Com recursos de Big Data e IA, a Cardiologia busca converter esse mar de informações sobre uma pessoa em diferentes soluções que antecipem ameaças, facilitem diagnósticos e personalizem o tratamento.

O Einstein está atento a esse movimento, com profissionais dedicados à Inteligência Artificial espalhados por diferentes áreas. A meta é assimilar as descobertas e criar novas soluções baseadas nos algoritmos.

Um exemplo é o prontuário eletrônico do Einstein, que há mais de cinco anos está moldado para lidar com grandes volumes de dados, como planilhas, textos, áudios, vídeos, anotações médicas e até discussão de casos. Mais recentemente, a organização criou uma plataforma de IA que varre o prontuário do paciente, extrai os dados mais relevantes e os apresenta na forma de um relatório analítico. O chamado Hstory apresenta a análise em ordem cronológica, com dados de todos os eventos, ou por órgão do corpo humano.

Resultado: hoje, um médico do Einstein tem acesso fácil a um histórico médico detalhado dos pacientes que são atendidos no hospital, mesmo que por outros profissionais. Isso vale até para as unidades públicas geridas pela organização.

Na Cardiologia, isso é muito relevante, uma vez que a especialidade lida com diferentes doenças crônicas e complexas, como diabetes e hipertensão, e necessita de detalhes do passado sobre diferentes fatores para estimar o risco de problemas futuros, como um infarto.

Não à toa, o Einstein oferece um serviço de mapeamento genético – o Predicta – capaz de identificar alterações em genes e, por meio da Inteligência Artificial, estimar o risco para diferentes condições cardiovasculares. Com essas informações, o manejo do paciente pode mudar. Como em outras situações, o programa foi desenvolvido internamente.

“Não queremos usar IA para substituir a relação médico-paciente. Pelo contrário: com esses recursos, desejamos aprimorar o relacionamento e o cuidado, além de dar mais tempo para o médico investigar a saúde da pessoa que está atendendo”

Edson Amaro, líder do Einstein da área de Global Advanced Technologies for Equity

No futuro, com ajuda da IA, todos os indicadores de saúde hoje compilados por dispositivos vestíveis (como os smartwatches) poderão ser integrados ao prontuário médico – desde que com anuência do paciente. “É possível imaginar um cenário em que, ao acessar o prontuário do paciente que está na sua frente, o médico verá um painel indicando o risco de infarto, AVC e outras doenças”, especula Marcelo Franken, gerente médico de Cardiologia do Einstein. “Estamos o tempo todo analisando e incorporando essas tecnologias. Uma vez incorporadas, são customizadas para a realidade do hospital”, complementa.

Em uma aula disponível na Academia Digital Einstein, Carlos Pedrotti, gerente médico do Centro de Telemedicina do Einstein, revelou que a IA aplicada aos wearables já estão ajudando a mudar o tratamento das arritmias. Ora, o monitoramento contínuo e remoto da frequência cardíaca por meio desses gadgets pode fornecer relatórios da oscilação dos batimentos ao longo do dia. A partir daí, algoritmos são capazes de detectar e classificar diferentes tipos de arritmias. Isso pode ajudar no diagnóstico e permitir intervenções rápidas em episódios de emergência.

Outro exemplo é o uso da IA na análise do eletrocardiograma (ECGs). Um estudo de 2021 mostra como os algoritmos têm um enorme potencial para aprimorar a análise desse exame, particularmente na identificação da insuficiência cardíaca congestiva e da estenose aórtica por meio da detecção de alterações praticamente imperceptíveis a olho nu.

Com o aumento exponencial de dados disponíveis sobre a saúde cardiovascular, a IA invariavelmente ganhará espaço na Cardiologia. O Einstein tem a estrutura montada para seguir trilhando esse caminho.

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