Algoritmos trabalhados no Einstein otimizam o tempo de atendimento, facilitam a interpretação de exames e garantem segurança na tomada de decisão dos médicos
Na Ortopedia, há uma rotina intensa de avaliação de exames para constatar lesões e outros problemas. E se um programa de computador pudesse ajudar um profissional de saúde a interpretar essas avaliações, e a agilizar o atendimento? Pois é esse um dos principais pontos nos quais a IA tem beneficiado essa área.
Na rotina do pronto-socorro do Einstein, um algoritmo consegue interpretar as imagens de uma radiografia para detectar fraturas com precisão e velocidade. Isso é especialmente bem-vindo para médicos fora das especialidades de Ortopedia e Radiologia, que às vezes fazem o atendimento inicial de lesões e outros problemas ortopédicos.
“Às vezes o médico que atende um paciente com suspeita de fratura não tem um radiologista ao lado. No pronto atendimento, principalmente de madrugada, é necessário desse apoio rápido”, explica Conrado Foelker, radiologista do Einstein que trabalha na área músculoesquelética. “Nós enxergamos essa oportunidade de melhorar a qualidade do atendimento com o objetivo de garantir que todas as fraturas visíveis sejam detectadas”, completa.
A tecnologia, criada pela empresa AZmed, analisa o exame de imagem assim que fica pronto, e indica possíveis pontos de fraturas, informando o “grau de certeza” da informação. A partir daí, o médico confirma ou descarta a lesão com mais celeridade e segurança. “É um segundo olho, do lado do ortopedista ou do clínico”, compara Foelker.
A acurácia da ferramenta de IA foi validada através de testes internos do próprio hospital em uma base de mais de 250 exames. Conforme novas versões são desenvolvidas, seu desempenho é constantemente monitorado para garantir alto desempenho, com benefícios para o corpo clínico e os pacientes.






