Einstein utiliza aplicativos, teleconsultas e algoritmos para otimizar o cuidado e apoiar o ortopedista ao longo de sua jornada
Medir ossos e ângulos de articulações, identificar lesões em exames, monitorar pacientes para evitar quedas, consolidar informações do histórico médico e oferecer apoio em decisões… Centros de excelência já oferecem ferramentas de saúde digital que beneficiam o atendimento do ortopedista em diferentes fases do cuidado.
Um exemplo dentro do Einstein é o Laboratório de Estudo do Movimento (Leme), que tem, como principal objetivo, fazer uma avaliação tridimensional da marcha das pessoas para detectar sobrecargas biomecânicas e alterações capazes de provocar lesões – e que, às vezes, são difíceis de perceber só pelo olhar.
O laboratório existe desde 2008, mas segue em constante modernização. Hoje, algoritmos e outras ferramentas digitais ajudam a medir os membros e os ângulos de movimento sem que um especialista precise gastar tempo com isso.
“As medidas são automatizadas. Você coloca os marcadores no corpo do paciente e os cálculos são feitos pelo computador”, afirma Francesco Camara Blumetti, ortopedista pediátrico do Einstein. Cabe ao profissional checar os resultados e fazer o diagnóstico.
Esses recursos de saúde digital tornam os resultados ainda mais precisos e evitam que o médico gaste tempo fazendo contas facilmente executadas por um programa de computador. A ele, sobra tempo para interagir com o paciente.
Já no pronto-atendimento do hospital, um algoritmo avalia radiografias para ajudar na detecção de fraturas. Soluções assim são especialmente importantes quando o atendimento emergencial não é conduzido por um ortopedista.
O Einstein também está implantando, junto com uma startup, um programa que, através de uma câmera colocada nos leitos, identifica movimentos ou posturas que aumentam o risco de quedas – um dos principais causadores de fraturas em idosos. Aí, a equipe de enfermagem local é acionada para visitar o paciente e ajudá-lo.







