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Inovações no atendimento do Einstein potencializam exames e o cuidado contra condições neurológicas, inclusive as que afetam a memória
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Neurologia usa Saúde Digital para aprimorar o atendimento e o diagnóstico

Inovações no atendimento do Einstein potencializam exames e o cuidado contra condições neurológicas, inclusive as que afetam a memória 

Diferentes recursos de Saúde Digital vem ajudando neurologistas a enfrentar transtornos que afligem o cérebro. A começar pela própria gestão do paciente e de suas informações. Nesse sentido, o prontuário eletrônico do Einstein traz benefícios.

Atualmente, ele é capaz de integrar fontes de dados variados ao longo de anos, o que permite uma análise detalhada do histórico médico. No Centro de Esclerose Múltipla e Doenças Desmielinizantes, esse registro auxilia a definir os melhores caminhos de tratamento sem perder de vista as situações vivenciadas pelo paciente, mesmo quando ele é atendido por mais de um profissional ao longo de anos.

Substituindo os registros mais descritivos do passado, que nem sempre abordavam as mesmas questões, o modelo atual de laudo estruturado conta com mais de 20 itens objetivos.

A isso se juntam exames de imagem e plataformas de Inteligência Artificial desenvolvidas no próprio Einstein. Resultado: mesmo os documentos que existiam previamente passam a fornecer mais informações para abastecer o prontuário eletrônico e ajudar a decidir o melhor plano terapêutico, seja na esclerose múltipla, seja para outros distúrbios de interesse na Neurologia.

Outra tendência na Saúde Digital é disponibilizar ferramentas para otimizar exames e diagnósticos. Mesmo antes de incorporar esses recursos, o Núcleo de Excelência em Memória (NEMO) do Einstein criou um check-up cognitivo completo, que utiliza avaliações clínicas e testes complexos, como a dosagem de biomarcadores e exames de imagem.

Com um scanner da motricidade ocular, a tecnologia permite analisar a resposta cognitiva e o tempo de processamento das informações, com precisão de milissegundos da movimentação ocular. 

Esse check-up ajuda a realizar intervenções precoces, como adequar o tratamento ou fazer mudanças no estilo de vida, para proteger a cognição no longo prazo. Tradicionalmente, as avaliações neuropsicológicas são feitas com testes de “lápis e papel”, em que o paciente é convidado a desenhar, por exemplo, a face frontal de um relógio, ou um pentágono sobreposto.

E aqui entra um exemplo claro de benefício por meio da Saúde Digital. As avaliações neuropsicológicas passaram a ser complementadas por um teste computadorizado, elaborado nos Estados Unidos e adaptado e validado para usuários brasileiros. Em uma tela sensível ao toque, a ferramenta ajuda a avaliar:

  • Linguagem;
  • Capacidade de interpretar símbolos;
  • Funções executivas;
  • Elementos adicionais da memória

Esses dados adicionais fornecem subsídios para um diagnóstico mais preciso de condições neurológicas e do nível de comprometimento cognitivo.

Novos dispositivos

Relógios que medem a pressão, celulares que captam a qualidade do sono… Os chamados dispositivos vestíveis começam a entrar no universo da Saúde Digital, tanto para colher dados como para aprimorar certas avaliações. Na Neurologia do Einstein, um equipamento que está chamando atenção é um óculos de realidade virtual.

Em fase de incorporação, ele também está voltado para aqueles testes neuropsicológicos mencionados anteriormente. Durante a avaliação cognitiva, o óculos é colocado no paciente e, então, registra o tempo de resposta dos olhos a diferentes estímulos. O dispositivo possui um recurso de realidade aumentada, que insere imagens nas lentes como parte de alguma atividade. 

Com um scanner da motricidade ocular, a tecnologia permite analisar a resposta cognitiva e o tempo de processamento das informações, com precisão de milissegundos da movimentação ocular. 

“Às vezes, o óculos capta alterações de milissegundos que não temos como avaliar com lápis e papel. Ou seja, a tecnologia ajuda a detectar precocemente condições neurológicas”, ressalta Ivan Okamoto, neurologista do NEMO.

Ao otimizar práticas e oferecer novos caminhos, a Saúde Digital deve ganhar espaço na Neurologia. Pelo menos no Einstein, isso está acontecendo nesse momento.

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