Exoesqueleto em testes pelo Centro de Reabilitação do Einstein é um exemplo do uso de sistemas robóticos para acelerar processo de recuperação em pessoas com diferentes quadros neurológicos
Na Neurologia, o uso da robótica tem ganhado tração tanto nas condições que comprometem a mobilidade quanto na estimulação cognitiva. Em 2024, o Einstein deu um novo passo significativo nessa direção com a importação do Hybrid Assistive Limb (HAL). Trata-se de um exoesqueleto que, diferente de outros dispositivos similares já utilizados, é capaz de captar sinais de contração muscular produzidos pelo próprio paciente – e, então, potencializá-los.
“Muitas vezes, o paciente neurológico tem uma fraqueza importante, mas há uma mínima contração muscular remanescente. O exoesqueleto capta essa mínima contração e a potencializa”, exalta Milene Ferreira, gerente médica dos serviços de Reabilitação e Medicina Esportiva do Einstein.
Através de uma parceria tecnocientífica com a empresa Cyberdyne, o Einstein é o primeiro sistema de saúde a utilizar a ferramenta na América Latina em ambiente de testes.
A implementação do novo exoesqueleto está ocorrendo, nesse primeiro momento, dentro de um estudo piloto com dez pacientes. “A segurança e a eficácia já estão demonstradas pelo uso em alguns países. Nosso objetivo é compreender a usabilidade dentro do nosso contexto”, explica Ferreira.





