Exames modernos, IA e outras avaliações ajudam os profissionais a detectarem problemas neurodegenerativos muito precocemente
Com o apoio de novas tecnologias e de algoritmos, a palavra “predição” entra cada vez mais no vocabulário da Medicina de Precisão – e no da Neurologia. Até porque é nos primeiros passos de muitas doenças que afligem o cérebro que há uma maior possibilidade de preservar a qualidade de vida do paciente.
Uma inovação que vêm mudando o jogo é o exame automatizado Elecsys CSF, implantado pelo Einstein em 2023. O teste simplifica e acelera a avaliação do acúmulo das proteínas TAU e beta-amiloide no líquor. As duas substâncias têm relação com a destruição neuronal observada na doença de Alzheimer. O método traz um diagnóstico mais preciso mesmo antes de os sintomas se tornarem perceptíveis.
“Com a automação e os aparelhos que temos, é possível obter uma resposta em poucas horas”, afirma Ivan Okamoto, neurologista do Núcleo de Excelência em Memória (NEMO) do hospital. Sem a tecnologia, o resultado pode levar mais de um mês para chegar ao paciente.
No NEMO, as pessoas podem monitorar o avanço de condições já diagnosticadas. Mas elas também conseguem investigar o risco de desenvolver uma doença neurodegenerativa no futuro. A avaliação é personalizada, a partir de características do indivíduo e de diferentes dados que ele disponibiliza, através de exames e questionário












