Embora os pesquisadores ainda estejam longe de desvendar todos os segredos por trás da depressão, estudos têm ajudado a revelar as mudanças estruturais no cérebro causadas pela doença. Entre elas, a mais marcante diz respeito à diminuição do volume cerebral, especialmente em regiões como o hipocampo – área responsável pela memória e o aprendizado.
Tal redução parece estar ligada a processos inflamatórios e à perda de ramificações dos neurônios. Ao contrário do que ocorre na infância, o cérebro adulto não produz novas células nervosas com facilidade, e seu crescimento se dá principalmente pela expansão das conexões neuronais. No entanto, em pessoas deprimidas, essas ligações tendem a diminuir, comprometendo o funcionamento do sistema.
Além disso, há uma mudança na forma como o cérebro interpreta estímulos do ambiente. Na prática, significa que situações que antes seriam compreendidas como neutras ou até positivas podem passar a ser percebidas como negativas, intensificando a sensação de mal-estar.