O mindfulness é uma técnica de meditação desenvolvida a partir de preceitos budistas, mas que não tem nenhum caráter religioso. Ela foi desenvolvida nos anos 1970, nos Estados Unidos, como parte de um programa de redução de estresse implementado na Universidade de Massachusetts. Aos poucos, a prática se disseminou por outros locais do mundo.
Em um contexto mais amplo, meditação diz respeito a qualquer prática que tenha como intuito acalmar a mente e aprimorar sensações que despertem bem-estar no indivíduo. A partir disso, algumas formas de meditação envolvem manter o foco em uma sensação (como a respiração), um som, uma representação visual ou um mantra (palavras ou frases repetidas de forma constante).
O outro tipo de prática meditativa é, justamente, o mindfulness, também chamado de atenção plena. Nessa alternativa, toda a estrutura meditativa é conduzida para que individuo possa focar sua atenção no momento presente, dando atenção a sensações, sentimentos e pensamentos que, de outro modo, passariam batidos.
Ao mesmo tempo, o mindfulness pode ajudar que a mente se desprenda de distrações, pensamentos intrusivos ou de processos reflexivos que possam gerar ansiedade, estresse ou qualquer outro tipo de desconforto. Durante o período de meditação, a atenção se volta para o aqui e o agora, não importa o que esteja acontecendo, o que ocorreu ou o que se passará.
Pode parecer algo difícil de compreender em palavras, mas o mindfulness faz com que a atenção do praticante entre em um fluxo de pensamento em que o importante é o agora: se estiver sentado no chão, será capaz de focar a concentração na textura do piso, na temperatura da sala ou no barulho que entra pela janela, ao mesmo tempo em que pode perceber seus estados mentais internos.
Com o tempo, isso tende a reduzir o estresse e a ansiedade, direcionando toda a estrutura do pensamento para atitudes mais focadas e menos destrutivas em relação a sensações negativas das mais diversas.