O Brasil lidera o ranking de países com maior número de pessoas com ansiedade: estima-se que mais de 18 milhões de pessoas lidem com esse transtorno mental por aqui. Isso equivale a cerca de 9,3% da população total – o que é quase o dobro da média global de prevalência da doença, em torno de 4%.
Por trás desse cenário há múltiplos fatores, como as desigualdades sociais, a violência urbana, a instabilidade econômica, as dificuldades no acesso ao bem-estar e a hiperconectividade. Estudos indicam que o Brasil também figura entre os países mais dependentes de telas, o que contribui para um ciclo constante de estímulos e estresse.
Quando não reconhecida e tratada devidamente, a ansiedade pode acarretar diversos problemas à saúde física e mentaly. A doença favorece, por exemplo, o uso abusivo de substâncias químicas (álcool, drogas ilícitas, tabaco e medicamentos), a adoção de comportamentos autodestrutivos (automutilação e ideação suicida) e o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, gastrointestinais e imunológicos.




