Segundo Zamataro, existe uma "cadeia de sobrevivência" do afogamento. São cinco elos que devem ser feitos para nortear o atendimento do afogado e reduzir o risco de morte ou de sequelas:
O primeiro elo é a prevenção (evitar que o afogamento ocorra); o segundo é o reconhecimento do afogado: ao perceber alguém se afogando, peça para alguém ligar 193 (Bombeiros) ou 192 (Samu) para avisar o que está acontecendo, onde é o incidente, quantas pessoas estão envolvidas e pedir ajuda.
Já o terceiro elo é o fornecimento de objeto de flutuação para o afogado, já que a falta de oxigênio é a pior coisa que pode acontecer: "jogue uma boia, corda, galhos, pedaços de isopor, o que for possível para ajudar a pessoa a se manter com a cabeça fora da água", diz a pediatra.
O quarto elo é a remoção da vítima da água, lembrando que o socorrista deve evitar entrar na água se não for seguro. Por fim, o quinto é instituir rapidamente a ventilação boca a boca ou boca-nariz na pessoa que não está respirando.
"Fazer isso rapidamente aumenta em 4 vezes a chance de sobrevivência sem sequelas", frisa Zamataro.
A neurologista Rejane Macedo ressalta que complicações mais graves causadas por edema cerebral e pela elevação da pressão intracraniana às vezes podem ser observadas dentro de 24 horas após a lesão, o que mostra a gravidade do problema:
"Muitos dos sobreviventes permanecerão gravemente comprometidos neurologicamente e, consequentemente, serão um grande fardo para sua família e sociedade pelo resto de suas vidas. A educação da comunidade é a chave para a prevenção de afogamentos e suas graves consequências", explica a especialista.